quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Apresentação de "Tributo a Marítimos de Ílhavo"

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Para mais tarde recordar…

Depois da apresentação no auditório, no dia 7 de Agosto, na sessão do 85º aniversário do Museu, de “Tributo a Marítimos de Ílhavo”, seguiu-se a sessão de autógrafos.

Foi um sacrifício e um prazer… Sacrifício, porque já não tenho muita paciência para escrevinhar tantas dedicatórias e prazer, porque as pessoas, afectuosamente, familiares dos biografados e não só, estiveram, em massa, para obter a sua dedicatória.

Bateu-se um record de vendas, em dia de apresentação – informaram-me.

Algumas imagens:

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Reconhecimento e afecto...- 

Ílhavo, 14 de Setembro de 2022

Ana Maria Lopes

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segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Tributo a Marítimos de Ílhavo

 

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Prefácio

O livro Tributo a Marítimos de Ílhavo de Ana Maria Lopes surge-nos passados exatamente cinco anos sobre a edição de Tributo a Capitães de Ílhavo, igualmente no âmbito dum aniversário do Museu Marítimo de Ílhavo, também em data redonda, pelo seu 85º aniversário.

O carinho e interesse com que foi acolhida a edição de 2017 deixou a sensação de que mais cedo ou mais tarde um novo Tributo viria a público. Não que houvesse o propósito ou a vontade de ser totalizante nas biografias a realizar, mas porque o instinto de pesquisa e gosto pela partilha que a autora sempre nos habituou o fazia prever. Os tempos pandémicos desaceleraram o seu trabalho de procura dedicada e sagaz, assim como inibiram a proximidade necessária com os descendentes dos biografados na pesquisa de registos documentais, fotográficos ou memórias familiares. Deu-se o feliz acaso de concluir a última biografia a tempo de assinalar o 85ª aniversário do museu.

Este Tributo a Marítimos de Ílhavo não é meramente uma continuação do primeiro livro, em que as histórias de vida e de família se misturam com a memória da pesca do bacalhau e da comunidade ilhavense. Se o formato biográfico, bem documentado com inúmeras fotografias inéditas, e o estilo memorial, alicerçado em factos históricos, nos levam a crer que sim, o conteúdo atribui-lhe outra dimensão.
Ao biografar outras categorias socioprofissionais da pesca do bacalhau, Ana Maria Lopes contribuiu para a pluralização das memórias da pesca do bacalhau. Às biografias de dezoito saudosos Capitães juntou-lhes mais doze biografias de Motoristas, 1ª Linhas, Cozinheiros, Maquinistas e Contramestres, trinta homens de vocação marítima que contribuíram para a história da pesca do bacalhau e para afirmação da comunidade, caracterizando Ílhavo como terra de Capitães, mas sobretudo como terra de gentes do mar.

Este Tributo a Marítimos de Ílhavo vem enfatizar a noção de que a pesca do bacalhau foi e é feita de pessoas e que conhecê-las e dar-lhes voz é a melhor forma de contribuir para o conhecimento desta atividade de contornos épicos.

O Portal Homens e Navios do Bacalhau é a expressão máxima deste desígnio, onde se quer que todos estejam representados, relacionados e valorizados na sua individualidade, procurando que as memórias pessoais contribuam para a história comum. O portal não é um mero repositório de dados históricos ou socioprofissionais. O portal é a ferramenta ideal para que o tipo de trabalho que Ana Maria Lopes aqui nos apresenta, sobre um lote circunscrito de homens, ganhe outra forma e dimensão. Nele podem ser inseridas biografias, memórias de família, registos documentais e fotográficos. No fundo, o grande tributo dos que andaram ao bacalhau.

Por fim, felicito a Dra. Ana Maria Lopes, por mais esta empreitada, que amavelmente me convidou para escrever o prefácio, e de ter confiado ao Museu Marítimo de Ílhavo a edição deste livro e a possibilidade de continuar a contribuir para um conhecimento mais profundo sobre a história e a memória da pesca do bacalhau. Agradeço-lhe os projetos que valorizaram e ajudaram a divulgar as culturas marítimas e sobretudo o empenho e carinho que tem pelo nosso Museu.

 

Nuno Miguel Costa

Coordenador da Direção do Museu Marítimo de Ílhavo

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segunda-feira, 5 de setembro de 2022

AMI enriqueceu espólio pictórico do MMI

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Este ano, no 85º aniversário do MMI, o que lhe reservámos como presente? Um achado…uma pérola… que vem enriquecer o espólio museal.

Em Julho passado, foi a leilão no Palácio do Correio Velho, um óleo sobre tela intitulado Marinha, de média dimensão, 50 x 104 cm, assinado por T. de Mello Jr., datado de 1899. Consideramos ter feito uma valiosa, mas boa compra para o Museu, que vai ser inserida na sua colecção pictórica.

Marinha pode designar muita coisa, mas, neste caso, representa e significa várias bateiras ílhavas, na praia, muito provavelmente, para as bandas de Cascais, com muitos pescadores ílhavos, também na areia, às voltas com a sua pesadona arte, a tarrafa. As «nossas tão faladas ílhavas», de uma beleza, elegância e cromatismo extraordinários. Belíssimas! Depois de umas peripécias leiloeiras habituais, o belo e movimentado óleo sobre tela, era pertença do MMI, pelas «mãos» da AMI.

Ao vê-lo ao vivo, os olhos caíram-me nele e dele não se queriam distanciar. Todo o conjunto – óleo e moldura – era trespassado por uma patine encantadora, que o tempo confere aos documentos antigos.

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T. de Mello Jr., pintor (1845-1924), foi discípulo de Miguel Ângelo Lupi e da Escola das Belas Artes de Lisboa. Tendo figurado em diversas exposições do Grémio Artístico e da Sociedade Nacional das Belas-Artes, tornou-se um excelente marinhista e paisagista, conhecido pelos românticos aspectos de Sintra.

Costa Nova, 5 de Setembro de 2022

Ana Maria Lopes

domingo, 4 de setembro de 2022

A ida à romaria do S. Paio da Torreira, em 2010

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Esta ida à romaria do S. Paio…ficou-me gravada a cinzel, na memória.

Tinha direito a alvorada!!!!!! Tripulação (Pedro Paião, Miguel Matias e Toninho Martins Pereira) e passageiros (dois amigos do Miguel Matias, a Etelvina, o meu filho Miguel e eu) presentes no pontão do CVCN, perto das nove, com saída às 9 h e meia.

Com a Ria completamente espelhada, a paisagem, sempre atraente, ia ficando para trás: a Costa Nova, a Ilha Branca, as gaivotas esgravatando as coroas, o arrastão Santo André, o Jardim Oudinot renovado, o Farol, o Forte desmazelado, a saída da Barra, definida pelo Triângulo, S. Jacinto. Os estaleiros desactivados e degradados, para quem já lá conheceu eventos brilhantes e dignos de registo, chocam. Mas, daí para diante, a marginal entre S. Jacinto e Ovar, verdejante, é sempre deliciosa: pescadores de recreio viciados, entretidos, a Casa-Abrigo de S. Jacinto, onde se faziam tantos piqueniques, trapiches toscos e palafíticos serviam de cais a pequenas lanchas de recreio, a Pousada da Ria convidativa, o pseudo-estaleiro do Monte Branco…, já na Torreira.

 

A nossa Ria, única, ainda vai sendo, a certas horas e em certos momentos, a ria de Raul Brandão…que largueza, que liberdade, que beleza!!!

 

Uma ligeira névoa semi-cerrada envolvia o horizonte. Céu de um cerúleo azulado, polvilhado de nuvens rarefactas; a linha do horizonte contínua e certa, bem delineada sobre a superfície lagunar espelhada e brilhante, reflectindo o sol que, envergonhadamente espreitava por entre as nuvens.

 

Íamo-nos aproximando do nosso primeiro objectivo – a presença do moliceiro no Concurso de painéis, na esperança de uma boa classificação!

Na Torreira, é mesmo um desfile à vara, diante da multidão de fotógrafos e de um júri formado por elementos escolhidos pela CMM.

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Orgulhoso, o Zé Rito desfilava…
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O tempo que mediou entre o desfile e a regata foi bem aproveitado com uma ida até ao mar.

Não podia faltar, no regresso, uma visita ao S. Paio, na igreja, não fosse o «menino santificado» sentir-se desconsiderado versus a Senhora da Saúde!

 

E toca de arranjar um bom lugar, à sombra, frente à ria, para garantir uma favorável observação do espectáculo colorido e movimentado que é a Regata de moliceiros.

A afluência de barcos é que vai diminuindo, o que é uma pena. Moliceiros vernáculos só nove, quatro ou cinco meios barcos, como lhes chamam e outras embarcações animavam a ria.

 

Suave brisa não ia prometer uma competição aguerrida! Mas há sempre o empenho e a luta pelos melhores lugares.

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Preparativos, ensaios e afinações…
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Foi dado o sinal de partida com um estrondoso foguete que até me fez estremecer e acordar da sonolência que me tomava.

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Autênticos cisnes brancos…após o sinal da partida
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No cais, a multidão assistia, procurando a sombra das palmeiras marginais, que o sol estorricava.

Finda a regata, os barcos regressavam e nós voltávamos ao nosso meio de transporte aquático, com promessa de viagem à vela...pelas 5 e meia da tarde.

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Após a regata…
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Que desejo de saborear os prazeres da vela, em moliceiro!

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O "Inobador" esperava-nos
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Ligado o motor para as manobras de largada, depressa foi retirado e, então, o silêncio da ria depois do ruído da festa! Que enlevo, que doçura, que calma interior! Já não é fácil ouvir só a ria e o chap-chap da ondulação contra o costado da embarcação.

E tivemos esse privilégio!

E ainda mais! A tripulação deu-me o prazer de fazer o gostinho ao dedo e ao pé, e timonar o “Inobador” por um bocado, rumo ao arco maior da ponte, de regresso à Costa Nova.


Dispensa legenda…

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Chegámos cansados, mas felizes, suados, salgados, mas satisfeitos.

Valeu a pena! Há que aproveitar a ria e o convívio!

O nosso sincero agradecimento ao Pedro Paião e ao Miguel Matias.

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Fotografias – Paulo Miguel Godinho

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Costa Nova, 4 de Setembro de 2022

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Ana Maria Lopes

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quarta-feira, 31 de agosto de 2022

O FAROL em datas, hoje, 31 de Agosto...

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Parece que a luz dos faróis nos norteia, também em terra, sobretudo quando gozamos férias na Costa-Nova. E quem não deu os seus passeios até ao farol, a pé ou de bicicleta? E quem não o subiu, na escalada dos seus 271 degraus, ou mais recentemente, de elevador, para apreciar, de perto, os tais metais polidos e “repolidos” da sua óptica reluzente? E o panorama deslumbrante, assombroso, quer da imensidão do verde prateado do mar calmo ou revolto, sob um céu azulino ou violáceo, quer da planura recortada por estradas, laguna e casario esmagado, que nos alongam a visão até ao recorte das serranias mais próximas – Caramulo?

E se um nevoeiro denso, qual pano de cena, nos absorve em nós próprios, numa ambiência ensimesmada, misteriosa e acinzentada?

Com um primeiro projecto datado de 1841, vicissitudes várias fizeram com que a obra fosse apenas iniciada em 1885 e confiada ao Engenheiro Benjamim Cabral. Foi concluída em 1893, pelo Engenheiro José Maria de Mello e Mattos.

 

 

Em construção desde 1885 até 1893
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Algumas curiosidades sobre o Farol de que todos nos orgulhamos:

 

demorou oito anos a construir (1885 a 1893);

 

– a sua construção importou, sensivelmente, em     60.000$00 réis;

 

– tem uma torre de alvenaria de secção circular, em que foi utilizado o grés de Eirol e alguns granitos, encimada por uma lanterna cilíndrica, terminada em cúpula com cata-vento;

 

– inicialmente, uma trompa de Holmes de ar comprimido instalada nas proximidades do farol, constituía o sinal sonoro, para aviso à navegação, em dias de nevoeiro; conhecido pelo termo ronca, foi, ao longo dos tempos, alvo de várias transformações; hoje, é um quase imperceptível sinal sonoro;

Antigo postal, escrito, datado de 10 – 9 – 1911
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em 31 de Agosto de 1893 foi inaugurado oficialmente pelo Ministro das Obras Públicas, à época, Conselheiro Bernardino Machado;

 

– a 15 de Outubro do mesmo ano, fez-se ver, pela primeira vez, a sua luz, através da projecção de quatro clarões brancos, de 24 em 24 segundos, separados por eclipses;

 

– em 1936, foi electrificado, através da instalação de grupos electrogéneos;

 

– em 1947, após intervenções sucessivas de conservação, instalou-se-lhe um novo equipamento óptico, com um alcance luminoso de 23 milhas;

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Praia da Barra e Farol em 1987

 

– em 1948, foi-lhe instalado um radiofarol Marconi;

 

– em 1950, passou a ser alimentado pela energia da rede pública;

 

– em 1958, foi provido de um elevador de acesso à torre, alternativa aos seus 271 degraus graníticos;

 

– em 1987, esteve representado numa emissão filatélica e na Exposição “Faróis de Portugal”, tendo sido igualmente objecto de uma medalha mandada cunhar pela Direcção de Faróis;

 

– em 1990, foi automatizado;

 

– em 1993, foi alvo, em Ílhavo, de festejos do centenário, com pompa e circunstância;

 

– em 30 e 31 de Agosto de 2008, com alguns festejos bastante mais singelos, foram lembrados os seus 115 anos de existência, pela CMI.

 

– ao longo dos tempos, tem servido de fonte de inspiração a artistas plásticos: Amadeu Teles, em 1912, numa bonita paleta de cores envelhecidas, Eduardo Alarcão, em 1987, numa interpretação original e “naïve”, Alfredo Luz, em 1989, com um certo toque surrealista. Dele existem igualmente, registos, em azulejaria.

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Licínio Pinto – 1917

Fonte Nova – Aveiro

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– é o mais alto farol de Portugal e o segundo maior da Europa.

 

Foi inserido no livro “Faróis – a terra ao mar se anuncia” de J. Teixeira de Aguilar, com a boa apresentação e qualidade que caracterizam as edições dos CTT, em Abril de 2008.

Todos nós olhamos o nosso farol, é um ponto de referência, quer lhe chamemos da Barra, de Ílhavo ou de Aveiro, com carinho e alguma admiração.

É alto e imponente, numa torre de 62 metros de altura e 66 de altitude, listrada de branco e vermelho e… já centenário.

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 Farol actual
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Costa-Nova, 31 de Agosto de 2022

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Ana Maria Lopes

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terça-feira, 23 de agosto de 2022

Chinchadas na Costa Nova, "in illo tempore..."

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Nesta Costa-Nova-do-Prado, não conheço outra, promoviam-se chinchadas com frequência, durante a época balnear, in illo tempore

Mas, uma vez por ano, pelo menos, “realizava-se a chinchada monumental, quase sempre em meados de Agosto”.

Uma chinchada na nossa praia e…monumental, em Agosto de 1970, provavelmente…

Tive a sorte de me vir parar às mãos uma foto da dita, assim como a identificação de alguns intervenientes.

João Fonseca, ao centro, “mandador” e organizador da mesma, segundo me informou, em tempos, a minha prima Milú. Agora, já não informa ninguém, mas eu não me esqueço dela.

Da esquerda para a direita, Capitão José Vaz, José Ançã, José Manuel Parada, Manuel Cândido Amador, Ferreira Jorge, Júlio Bela, Carlos Duarte Amador e outros mais.

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Chinchada na Costa Nova, 1971
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Imagem – Do Arquivo da Milú.

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Costa Nova, 23 de Agosto de 2022

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Ana Maria Lopes

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quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Recordando Exposições do "TiTANIC"... 2018

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Fez quatro anos (1918), há bem pouco tempo, que visitei a exposição TITANICA Reconstrução, a convite especial de Paulo Trincão, a quem muito agradeço, presente na Expofacif, em Cantanhede, durante dez dias.

Foi acarinhada com muito interesse e visitada por 18 mil e quinhentas pessoas, num espaço de tempo bastante limitado.

 

Foi a quarta exposição sobre o Titanic, que visitei. A primeira, em 1994, no Museu de Greenwich. A segunda, no Mercado Ferreira Borges, no Porto, em 2004 e a terceira, no espaço Rossio, em Lisboa, em 2009.

 

A emoção não foi a mesma da sentida nas anteriores, em que pretendia creditar a existência dos mágicos talheres do Titanic, pertença de algumas famílias figueirenses e, sobretudo, ilhavenses. Já o tinha conseguido na terceira exposição no espaço Rossio, em Lisboa, em 2009. Mas, aprende-se sempre mais e a exibição estava dignamente montada, de uma forma séria e criteriosa, deixando para o final a sumptuosa surpresa.

Resumia, um pouco, a história do navio desde o nascimento da lenda da construção (1907), do design naval rigoroso, criado em 1908, do início da construção em Março de 1909, do dia do lançamento à água, em 31 de Maio de 1911, do seu acabamento até Março de 1912, da viagem inaugural com partida de Southampton, em 10 de Abril de 1912, até ao desfecho dramático do Iceberg à vista!, pelas 23 horas e 40 minutos de 14 de Abril de 1912.

Recriou alguns míticos espaços, começando pela  fotografia em grande formato da escadaria sumptuosa de acesso aos salões de 1ª classe, alguns pormenores das instalações de lavabos, diversas peças de louça, de garrafas de champagne Henri Abelé, alguns instrumentos da orquestra que teria tocado, enquanto o Titanic se afundava, a cabine telegráfica Marconi, muitas fotografias conhecidas, mas sempre emocionantes, em tamanho fantástico de cenas fulcrais no naufrágio, os cadeirões do casal Strauss, de história empolgante,  no deck da primeira classe, e a simulação de uma das várias caldeiras a carvão, do navio.

E a ansiedade foi-se cultivando, à medida que os cenários nos conduziram até ao simbólico e gigantesco iceberg, que destruiu o dito indestrutível.

E chegamos ao climax… à simulação do iceberg e da fenomenal «maquette», de cerca de dez metros de comprimento, que a todos espantou, numa escala de 1/30, bem como do estaleiro White Star Line, onde o navio foi magistralmente construído.

De bombordo, uma plataforma aproximava os visitantes a nível do modelo, que era aberto, de modo a serem observados todos os pormenores dos diversos conveses, iluminados e em movimento.

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A famosa escadaria
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Pormenores dos lavabos individuais
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Garrafas de champagne, louças e outros artefactos
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Alguns dos instrumentos da orquestra
 

 Cabine Marconi
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O iceberg e o passo para o modelo gigante
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Panorâmica do modelo, a bombordo

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Fotos Paulo Godinho

Costa Nova, 18 de Agosto de 2022

Ana Maria Lopes

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