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sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Cliché... de Paulo Namorado

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Porque no dia 7 de Agosto, me foi impossível, andava, de dia em dia, para visitar a exposição “Cliché”, sobre Paulo Namorado, com curadoria do Dr. Hugo Calão, no Centro de Religiosidade Marítima. Calhou neste último sábado.

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Paulo de Brito Namorado (1874 – 1945), como pintor da Vista Alegre, terá tido aí o primeiro contacto do que seria o seu métier como fotógrafo-amador. Mais tarde, imigra para o Brasil, e, quando regressa, estabelece atelier de fotografia na actual Praça da República de Ílhavo.

Premiado em importantes concursos de fotografia nacional (1905 e 1906), algumas das suas fotografias foram reproduzidas em bilhetes-postais ilustrados em 1903, promovendo Ílhavo como destino de veraneio nas praias da Costa Nova e da Barra, as tradições piscatórias da ria e popularizando a sua reputação.

Esta exposição dá a   conhecer a colecção de 40 caixas com 890 negativos em vidro, provenientes do seu atelier, datados de 1927 a 1940 e reúne fotografias da sua autoria a partir de 1890.

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Negativo em vidro do barco do mar
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Postal da actual Praça da República, à época
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Depois de ter saboreado com pormenor os objectos (máquina fotográfica, negativos em vidro, fotografias, revistas, postais), expostos em vitrinas, e postados em colunatas e parede arredondada que dá acesso à escada, ficou guardado para o final, no espaço da loja, aquele que foi, para mim, o momento mais emocionante – tirar uma fotografia de época num “suposto” cenário de atelier de Paulo Namorado. Só tive pena de não estar trajada à época, como convinha.

Aconselho a visita.

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Foto em cenário

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Ílhavo, 21 de Outubro de 2022

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Ana Maria Lopes

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quarta-feira, 1 de junho de 2016

A Exposição St.John's, Porto de Abrigo - A Frota Branca, no MMI

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A Sala de exposições temporárias, no MMI, exibe uma exposição fotográfica sedutora e fora do vulgar, até 23 de Outubro.
Há exposições e exposições, mas esta compensa, brilha e «enche o olho».
O autor, Paul Anna Soik (1919-1999), marido de uma canadiana, para além de fotógrafo, ilustrava. Mas, um belo dia «tropeçou» na Frota Branca, uma frota branca já algo decadente, nos anos sessenta, mas que sempre deslumbra – alguns veleiros e navios bacalhoeiros e pescadores portugueses, que fizeram parte da paisagem e do quotidiano de St. John’s (Terra Nova, Canadá).
Foi este legado fotográfico que veio parar às mãos da associação cultural Bind’ó Peixe, que nos últimos anos se tem dedicado a valorizar a cultura e identidade piscatória da comunidade de Caxinas e Vila do Conde.
Estas fotografias de Paul A. Soik só podem ser vistas hoje no Museu Marítimo de Ílhavo, porque o canadiano Jean-Pierre Andrieux, memorialista, empresário, estudioso da presença portuguesa na Terra Nova e amigo fiel de muitas gentes de Ílhavo, há umas boas dezenas de anos, «não é de guardar os seus tesouros num cofre». Um dia, herdou-as e o seu desejo foi partilhá-las.
O grande segredo da exposição reside na recolha das belas cenas que povoam o nosso imaginário, mesmo sem termos estado em St. John’ s, no tempo da Frota Branca lá residente.
Fortes pormenores de marinheiros e derradeiros veleiros, tais como o Creoula, o Argus, o José Alberto, o Gazela, o D. Denis, são aqueles de que me lembro. Pescadores, com traje domingueiro, com camisolas axadrezadas, quer a bordo, quer em jogos de futebol, habituais no cais canadiano, dão vida aos últimos navios-motor construídos nos Estaleiros Mónica, nos anos 50 – o Vila do Conde, o Avé Maria, o São Jorge, o Novos Mares e outros da mesma época.
O autor foca pormenores realistas e não descuida as pilhas de frágeis botes, sobranceiras, que nos ajudam a identificar o navio em que habitam.
Para além de nos sentirmos «em casa» em tal exposição, ela tem de relevante o suporte que as sustenta. São diapositivos de grande dimensão, montados individualmente em caixas de luz, que nos prendem – a luz que delas emana e uma maneira pouco usual de apresentar um trabalho final.
O fotógrafo ficou deslumbrado com o que viu e conseguiu transmitir-nos esse deslumbramento.
E mais não digo. Visitem-na que vale a pena. Mas se tiverem a sorte de terem um guia como eu tive, o Capitão António Marques da Silva, a informação redobra. Ainda por aí há alguns, poucos, velhos lobos-do-mar, à altura.
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Todas as fotos que aqui possa editar não conseguem reflectir o encanto que aquelas nos transmitem.
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À laia de convite ou melhor, de «isco», aqui ficam estas:

Os botes cor sangue de boi, sobranceiros, do Argus

A tripulação do Novos Mares

As pilhas de botes do São Jorge

Jogo de futebol no cais

A tripulação do Avé Maria
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Fotografias de Sérgio B. Gomes, publicadas no Jornal Público, de 29 de Maio de 2016
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Ílhavo, primeiro de Junho de 2016
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Ana Maria Lopes
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sábado, 20 de setembro de 2014

A presença dos «ílhavos» no Cais da Ribeira

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Pessoa amiga, conhecendo os meus gostos, teve a amabilidade de me oferecer uma fotografia em suporte de papel, cerca de 15 por 20 cm, conseguida na livraria Galileu de Cascais. Fiquei encantada. Para mim, um registo único.
Todas as imagens que até agora conheço de bateiras ílhavas são registos isolados, em princípio. Esta, pelo contrário é um registo integrado.
 
É um tal entrelaçado de pessoas e barcos que ofusca e seduz. Imaginamos, pois, que se trata de uma cena cujo palco é o Cais da Ribeira, que engloba classes de vários estratos sociais – pelo aspecto e, sobretudo, pelo diferente trajar.
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Rapazotes, de boina ou boné, sentados no cais, descalços… Raparigas, de saia comprida, coberta por avental, encilhados por faixa escura, e blusa de manga comprida, lisa ou axadrezada. A cabeça protegida por lenço atado sob o queixo, ou caído de pontas soltas, coberto por chapéu redondo, em formato de queijo, tipo miroa ou de aba pouco larga…Alguns senhores de fato escuro e chapéu de feltro de aba
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Encalhadas na areia, proas e popas emaranhadas, com vergas e mastros cruzados, de embarcações distintas – traineira de Peniche, caíque do Algarve, canoas de Cascais…
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Ao largo, ancoradas, pesadas fragatas, no seu negro característico, com roda de proa direita, bem distinta da do varino, com a água a tocar os bordos, tal era a sua carga. Aqui e acolá, ao longe, «pintado» um ou outro navio…
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É este o quadro que me encanta e seduz… Mas o que é que mais me fascina e atrai?

 
Entre este emaranhado complexo, é a presença de duas bateiras ílhavas, nas suas proas bem abicadas, negras, donairosas, altivas e elegantes.
 
É a presença dos ílhavos, no seu barrete negro de borla, aqui e acolá, de gabão escuro, sobre manaias e camisa claras.
 
Seguindo com paciência as linhas das bateiras, entre pessoal apinhado na praia, somos conduzidos às suas rés, varadas na areia.

Um quadro raro, fotografado, da nossa expansão, litoral abaixo. Na ausência de data, pelo que venho observando, arrisco-lhe uma datação – ali pelo último decénio do século XIX.
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Apreciem…que vale a pena.
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Ílhavo, 15 de Agosto de 2014
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Ana Maria Lopes
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domingo, 8 de junho de 2014

Festival Rádio Faneca

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Exposição de fotografia
 
No âmbito de uma residência artística, três fotógrafos elaboraram um registo documental, próximo da abordagem antropológica, sobre os quotidianos de quem habita as ruas, os becos e vielas do Centro Histórico de Ílhavo.
O resultado final consistiu num conjunto expressivo de imagens nas quais a comunidade, num permanente exercício de espelhos, se pode ver e mostrar ao outro. Trata-se de um projecto de arte pública que invade, em diversos sentidos, os limites do espaço privado.
Aqui está a minha modesta contribuição para esta «exposição de rua» de fotografias. Com o lugre «Novos Mares» que o meu Avô inaugurou, só à vela, por trás, o fotógrafo pôs-me a mirar pelos binóculos, a ver se avistava alguém à «boca da barra». Miragens... Pretendeu mostrar, foi o que sentiu, a minha ligação à «Faina Maior».

 
Concepção e fotografia Alexandre Almeida, Augusto Brázio, Nelson D’Aires.
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Apoio à concepção e produção |Centro Cultural de Ílhavo
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Ílhavo, 8 de Junho de 2014
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AML
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A construção da «ílhava» em exposição

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Embora com alguma fugacidade, não queremos que passe despercebida do Marintimidades a exposição fotográfica da construção da ílhava, exibida no MMI, aquando da apresentação pública desta nossa bateira.
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Quem viveu a aventura desta recriação fê-lo com paixão. Para além do mais, acompanhou durante meses, a perícia, o gosto, a minúcia, a arte com que a Etelvina fez estes registos fotográficos para memória futura. São apenas 20 imagens de razoável dimensão, que fazem parte de centenas que clicou durante meses, desde o lançamento da tábua da quilha da embarcação, até ao seu regresso às origens – Ílhavo.
Quem acompanhou a montagem desta exposição, teve a sensação de que se trabalhou em arame de circo, por «contratempos» de vida que o empenho e a coragem superaram. Mas, valeu a pena! Foi unânime a opinião dos observadores – um apontamento de cariz etnográfico que embrulha muito de sociológico, de antropológico, de sócio-cultural e de histórico.
Melhor do que as nossas palavras, o texto introdutório da própria autora revela o que ela procurou e viveu, neste registo. Ei-lo:

Bateira ílhava, uma embarcação secular

Uma embarcação com vínculo e apelido das gentes de Ílhavo.

Segundo dados históricos, esta embarcação é referenciada a partir do século XVIII, tendo-se extinguido no século XX.
 
Herdando o nome da sua terra natal, esta bateira terá sido criada com o propósito de servir as gentes da borda-d’água lagunar, passando posteriormente para o mar. Terá sido um artefacto de trabalho, uma ferramenta polivalente, servindo para toda a faina. Mais tarde, migrou para as águas do Douro e do Tejo, tendo-se ali extinguido, não deixando rasto.
Não restando exemplar físico da embarcação, alguns estudiosos desenharam e maquetaram um protótipo com base em documentos escritos, registos imagéticos e gráficos.
A ideia de construir uma réplica desta embarcação secular tem vindo a ser alimentada ao longo dos anos.
Em Junho de 2013, a Associação dos Amigos do Museu Marítimo de Ílhavo formou uma equipa de trabalho para concretizar este sonho – reconstruir um elemento patrimonial identitário da região, já perdido.

Por iniciativa desta Associação, estudou-se, elaborou-se, supervisionou-se e custeou-se todo o projecto. Actualmente, pode-se apreciar o belo exemplar da bateira ílhava exposto na Sala da Ria deste Museu.
Construída na borda-d’água, em Pardilhó, num estaleiro naval tradicional, por um conceituado mestre, foi imperativo manter o processo construtivo, os materiais e acabamentos tradicionais, fidedignos com a realidade de outrora.
Apresentada ao público, no dia 11 de Janeiro de 2014, a réplica da bateira ílhava, uma peça única em ambiente museológico, transmite através do sistema construtivo, dos materiais, da sua forma e história funcional, um conjunto de elementos de cariz etnográfico, identitários da nossa região.
Recuperou-se um património imaterial, materializando-se nesta réplica. Um bom exemplo e um contributo para trabalhos futuros.
Esta breve exposição de fotografia tem como objectivo dar a conhecer, através de alguns apontamentos imagéticos, algumas fases do processo construtivo da emblemática embarcação.
Pretende-se, ainda, de forma sucinta, transmitir alguns momentos de rara beleza e encantamento vividos dentro de um estaleiro, durante a construção de um artefacto artesanal – luz, odor, textura, cor, brilho, pó... tudo isto se entranha na alma!

AMI, Presidente – Dr. Aníbal Paião
Equipa de trabalho – Capitão Marques da Silva, Eng.º Senos Fonseca, Dr.ª Ana Maria Lopes, coordenadora do projecto.
Construtor naval – Mestre António Esteves (o Pardaleiro)
Vela – Marco Silva e família.
Fotografia: Etelvina Almeida

Para amostra, fazendo crescer água na boca:


Esculpindo…

Em pose…

Assentamento acrobático…

Com ritmo…

Vestida com vela içada…

Texto introdutório e imagens – Etelvina Almeida

Ílhavo, 15 de Janeiro de 2014

AML
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sábado, 23 de janeiro de 2010

Desafio...6...E este, hein?



E se, com este fim-de-semana cinzento de Janeiro, em que nem chove nem faz sol, os apaixonados pelos nossos veleiros se entretivessem a pensar que lugre teria sido este?
Poderão, inclusivamente acrescentar-me alguns pormenores àquilo que já sei.

Ao mesmo tempo, aguardarei com expectativa a chegada das vossas propostas.

Vamos, então, jogar à batalha naval? Arrisquem sem receio, porque também não está uma grande fortuna em risco.
Além do mais, como a foto é antiga, deu-me a oportunidade de treinar um pouco de photoshop, enquanto lhe tirava, só, as maiores sujidades e sinais do tempo.
Vamos aos palpites! Não desanimem!!!



Fotografia – Arquivo pessoal da autora

Ílhavo, 23 de Janeiro de 2010

Ana Maria Lopes


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Desafio...5...Que belas proas!...



Será o primeiro desafio deste Novo Ano, no Marintimidades, por sugestão de alguns leitores amigos.

Como tenho andado bastante ocupada, deixo-lhes este trabalhinho de casa. Notável fotografia das proas de dois navios atracados em St. John’s, para receber isco. Além disso, a imagem revela alguns pormenores curiosos do quotidiano de bordo. Apreciem, pois. Tem sempre que observar, sobretudo, para quem dá valor.
Sei mesmo que navios são. Esforcem-se e empenhem-se. Acertarão, sem dúvida.
Vamos aos palpites! Não desanimem!!!


Ílhavo, 6 de Janeiro de 2010

Ana Maria Lopes

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Desafio ... 4

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Será o quarto desafio deste género do Marintimidades. Durante o último Verão, as minhas andanças têm sido mais pela nossa ria.

Mas, como a organização do novo site da Confraria Gastronómica do Bacalhau teve a gentileza de colocar o meu blog nos links de interesse, amor com amor se paga, também lhe dedico este desafio, relativo a dois belíssimos lugres bacalhoeiros.

Tinha prometido que, da próxima, seria bem mais difícil! E é…

Os nomes dos navios não se conseguem distinguir, creio, devido à distância a que foram fotografados, mas trata-se de dois elegantes lugres da praça de Aveiro, em plena faina, com mar de senhoras … Ambos de quatros mastros, apresentam uma curiosidade – as velas dos pequenos dóris, a secar…Vamos aos palpites! Tentem identificá-los. Não desanimem!!! É de mestre e de confrade!


Fotografia – Arquivo pessoal da autora

Ílhavo, 18 de Novembro de 2009

Ana Maria Lopes

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Visite o S. Paio da Torreira, em 2009



Ao analisar o simeter do Marintimidades, surpreendi-me com a quantidade de leitores, que procuravam, no Google, o programa relativo à festa setembrina mais afamada e popular da região lagunar: o S. Paio da Torreira, que se festeja, exactamente, no dia 8 de Setembro, este ano, terça-feira, iniciando-se já os festejos no próximo dia 4 de Setembro.
Não tencionava, por agora, incluir a festa do S. Paio, na publicidade festivaleira do meu blog, mas muitas buscas de vários interessados de diversos pontos do país e “aquele bichinho do moliceiro” que não passa… fizeram com que divulgasse o que considero os momentos mais altos do programa e desse a oportunidade aos amantes da imagem e do barco de se deleitarem com as telas conseguidas num dos melhores S. Paios da minha vida, etnográfica e fotograficamente falando, no ano de 1986.

Do programa de 2009, merecem grande destaque, sob o meu ponto de vista, os seguintes eventos:


Dia 5 – Sábado

15.30h – Corrida de Chinchorros
16.00h – Corrida de Bateiras
24.00h – Sessão de Fogo no Mar

Dia 6 – Domingo

10.00h – Concurso de Painéis de Moliceiros
16.00h – Regata de Moliceiros


Desfile para o concurso de Painéis

Moliceiro em contra-luz

Proas em contra-luz

Lemes em contra-luz

Moliceiros em contra-luz

Dia 7 – Segunda-feira

22.00h – Concurso de Rusgas
00.00h – Sessão de Fogo da Ria

Dia 8 – Terça-feira

10.00h – Missa campal, junto à Capela de S. Paio, seguida de Procissão

16.30h – Entrega dos prémios dos Concursos

Estas imagens, para mim, de eleição, mesmo sem os artifícios do Photoshop, simulam a noite, ao meio-dia, em plena e radiosa luz do sol.

Fonte: Moliceiros – A Memória da Ria, texto de Ana Maria Lopes e imagem de Paulo Godinho. Quetzal Editores, Lisboa. 1997 (Esgotado).

Ler mais no Diário de Aveiro de 3.9.2009

Ílhavo, 1 de Setembro de 2009

Ana Maria Lopes

domingo, 28 de junho de 2009

Desafio...3

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Será o terceiro desafio do Marintimidades. Para um dia chuvoso de Verão, escolhi este lugre, mais uma vez, escondido na cava da onda. Imagem sempre emocionante!!!

Quase me arrependo, tão grande é a facilidade!!! Não escorreguem...com o balanço.
De que navio se trata? Para a próxima, prometo que será bem, bem mais difícil…

Fotografia – Arquivo pessoal da autora

Ílhavo, 28 de Junho de 2009

Ana Maria Lopes

sábado, 2 de maio de 2009

Desafio...2


Já em Dezembro último, lançámos um desafio de observação deste género, de que os leitores gostaram, pedindo até que se repetissem mais vezes actividades deste estilo.

Na cava da onda, o casco deste elegante lugre ficou praticamente encoberto. Aos peritos e mais observadores, lançamos um repto…Concentração e olhos bem abertos!!! De que navio se trata?



Fotografia – Arquivo pessoal da autora

Ílhavo, 2 de Maio de 2009

Ana Maria Lopes

segunda-feira, 2 de março de 2009

A Evolução da Pesca do Bacalhau



Todos sabemos que o Estado Novo “fez bandeira” da pesca do bacalhau. Convinha-lhe? Às claras? Às escuras? Interessava-lhe o progresso da Nação ou satisfazer a sua própria propaganda?...
O que fizeram outros países, em situação similar?...

Óptima questão para ser politizada como tem sido e para continuar a ser, se se quiser…

Para mim, aqui, chega-me e deixo para vossa apreciação um interessante e apelativo postal que o Estado Corporativo editou e que me chegou às mãos. Estas coisas também chegam às mãos quando se procuram…

Postal editado pelo Estado Português (anos 70)



É uma espécie de “puzzle” formado por algumas das já célebres fotografias de Alan Villiers, durante a não menos famosa “Campanha do Argus”, em 1950.


À laia de legenda, faz-se uma evolução da pesca do bacalhau, em números, comparando os dados de 1935 com os de 1963: número de barcos, sua capacidade de carga e quantidade de homens nela utilizados. Pelos vistos, os números serviam o Estado Novo e eram reveladores…

Lá que as fotografias são bonitas, são, e documentam várias facetas da pesca: o navio-mãe, o acostar dos dóris, o garfar do peixe, os pescadores, as fainas de bordo, os trágicos afundamentos, a pesca individual, a dura salga, os belos veleiros… tudo isto foram cenas da Faina Maior, que a mitificaram, apesar da sua dureza, captadas pela objectiva de Alan Villiers.

Postal – Arquivo pessoal da autora

Ílhavo, 2 de Março de 2009

Ana Maria Lopes

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Nos Porões da Memória II


É com alguma expectativa e ansiedade que aguardo a abertura da exposição de fotografia Nos Porões da Memória II, que estará patente ao público no MMI, a partir do próximo dia 31 de Janeiro, pelas 17 horas.

Será composta por fotografias de grande qualidade de dois autores, ambos estrangeiros, exímios na arte de captação de imagens.

Com elas convivi em momentos distintos da minha vida, aquando da montagem da exposição Faina Maior, em Novembro de 1992 e da composição do livro de Francisco Marques e Ana Maria Lopes, Faina Maior – a Pesca do Bacalhau nos Mares da Terra Nova, Edições Quetzal, em 1996 (esgotado), visto que se ilustrou com variadíssimas imagens destas, que chegaram generosamente até nós, pelas mãos dos Capitães amigos A. Marques da Silva e Vitorino Ramalheira. Ver mais aqui.

Friedrich Baier, engenheiro e arquitecto naval, embarcou nos lugres Gazela Primeiro e Creoula, para captar imagens de velame notáveis, bem como outras de um quotidiano forte e patético, mantendo, até hoje, saudáveis laços de amizade com o capitão, à época, A. Marques da Silva.

Hector Lemieux teve o condão de nos dar a conhecer o quotidiano da vida de bordo no Santa Maria Manuela, na campanha de 1966, no tocante documentário, de cerca de 15 minutos, a cores, “The White Ship”, além de óptimas fotografias, em todo o fulgor do contraste a preto e branco.

Todo este material, o Museu Marítimo de Ílhavo terá em exposição até 30 de Abril de 2009. Não deixem, pois, de visitar.
À laia de motivação para ver esta mostra, saboreiem alguns bons exemplos do que acabei de expressar.

F. Baier



F. Baier

O velame prepara-se para o vento

F. Baier
Subindo ao mastro

H. Lemieux – 1966
Enchem-se os quetes de bacalhau


H. Lemieux – 1966
O mar sempre presente



Fotografias amavelmente cedidas pelos Capitães Marques da Silva e Vitorino Ramalheira.

Ílhavo, 27 de Janeiro de 2009

Ana Maria Lopes


sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Desafio...1

Na cava da onda, o casco deste elegante lugre ficou praticamente encoberto. Aos visitantes peritos e mais observadores, lançamos um repto… De que navio se trata?



Fotografia – Arquivo pessoal da autora

Ílhavo, 19 de Dezembro de 2008

Ana Maria Lopes