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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Uma Aventura no Museu

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Amanhã, 8 de Agosto, os 76 anos do MMI
Uma Aventura no Museu – parece nome de filme –, mas, não, não é, nem sequer Uma Noite no Museu, passado no Museu de História Natural, em Londres. Quando muito, uma curiosidade de que os espólios são feitos…
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Motivada pelo acompanhamento do restauro de uma peça, fiz uma incursão pelas reservas de um museu. Há muito conhecia uma pintura que me encantava e que queria fotografar. Ainda não acontecera! Foi nesse dia.
Às vezes, não chego para as encomendas, tantos entusiasmos ganho, e não consigo dar aviamento a tudo quanto penso.
Tanta parra para tão pouca uva, dirão! Mas, olhem que não! Coincidências!...
Óleo empastelado, sobre madeira, sem data, de 260 por 188 mm, assinado no canto inferior direito, com as iniciais MF.
Não chego lá! Quem me ajuda? Socorri-me de documentação da época.
Mas, não é Manuel Tavares nem Carlos Fragoso. Tem o M do primeiro e o F do segundo, mas não é, não pode ser, de nenhum deles. Pintor regional? Será…
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Quanto à data, «atirá-lo-ia» aí para os anos 30 do século XX. Teria estado exposto na Semana de Arte Ilhavense, em 1932? Vou coscuvilhar. Mas, certamente. Seria daquelas peças que os Amigos do Museu, à época, teriam ido juntando para o tal desejado Museu dos Ílhavos, sob a batuta e o entusiasmo de Américo Teles?
Talvez a correspondência trocada entre a CMI, Rocha Madahil e Américo Teles esclareçam o nome do autor, o tal MF.
Baseado num postal, também não datado, edição de Victor Ferreira – cliché de Paulo Namorado – foi pincelado com as inebriantes cores da nossa ria. Comparem e sonhem. Espevita os sentidos e faz bem à alma.
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A ria da Costa Nova deixou-nos pérolas destas, pela paleta de alguém sensível e de fino gosto.

Labrega na ria – postal

versus


Óleo com acabamento a pastel

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Costa Nova, 7 de Agosto de 2013
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Ana Maria Lopes
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Ainda o S. Paio...8 de Setembro de 2012

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No último sábado, 8 de Setembro, o programa foi de arromba. Desde a missa campal, procissão de longo trajecto e muita devoção, às corridas de bateiras à vela e chinchorros, havia para todos os gostos. Já que lá estávamos, apesar das nossas conhecidas preferências, mas poucas forças, resolvemos assistir a todos os eventos.
 
Mas, a bem dizer, as bateiras à vela, em competição lagunar, trespassaram-nos a alma, redimensionando a paisagem. Não havia palavras.
Momentos raros como estes permitem-nos ver as bateiras, tipo caçadeira, com todos os apetrechos para velejar – mastro, verga, vela, todo o cordame necessário, tostes e leme.


 
Em vias de ser aparelhada

 
E com a contribuição do S. Pedro e do S. Paio, o tempo, de melhor feição não podia estar – um sol entre nuvens, ora acasteladas, ora rarefeitas, surtia, na água espelhada, um efeito paradisíaco. Inesquecível, fascinante e estonteante.
 
Eram cerca de 40 bateiras distribuídas por duas classes, A (até 7 metros) e B (de 7 a 9 metros). E aquelas cascas de noz, vá lá, que ainda podemos encontrar em praticamente todos os esteiros da ria, quase sempre motorizadas, com mastro, vela e brisa suave, ganhavam uma dimensão de pujantes embarcações.

 
É indescritível, porque a luminosidade projectava-se fatiada, entre nuvens, sobre as velas, ocasionando planos diferentes de claridade, como que valorizando os brancos.
 
 
Luminosidade fatiada…
 
Os amantes da competição e da paisagem lagunar eram a rodos e esta moldura humana ainda mais «vestia» o quadro, óleo ou aguarela, digno da paleta de um Fausto Sampaio, de uma Eduarda Lapa, de um Alberto de Souza, de um Hipólito de Andrade ou de um Cândido Teles, entre outros.
 
Largada!...

 
Em seguida, era preciso aproveitar a maré possível – os chinchorros, na sua elegância e garridice, ultimavam as equipas, de homens e mulheres da ria, que se dispunham a dar tudo por tudo e se desunhavam por dar o melhor de si, numa travessia no sentido leste/oeste.
 
Aplaudidos, no fim, os vencedores de cada um dos grupos das bateiras e a equipa vencedora do chinchorro Santa Maria Adelaide, que competiu renhidamente versus Raquel, posicionada em 2º lugar.

 
Chinchorro RAQUEL

 

E com isto, para nós, após um ameno passeio pela borda-d’água, em observação de alguns pormenores de embarcações, tão grande foi o dia como a romaria.
De regresso, a bicha de carros, em sentido contrário, ultrapassava a rotunda perto da Bestida. Para quê? A festa ainda não tinha acabado? Faltava o fogo-de-artifício da noite, desta vez, na ria, depois de já ter sido, na noite anterior, no mar.
 
Amanhã, há mais, pensávamos – a ida no «Pardilhoense», para assistir à regata de barcos moliceiros.

 
Mas, o cenário lagunar vespertino com as bateiras à vela entre céu e ria, não nos saía da mente. Ainda agora, olhamos a ria neste fim de tarde setembrino e imaginamo-las.

 
Aguarelando…

 
Informou a autarquia da Murtosa que mais de 300.000 pessoas passaram pelo S. Paio, entre os dias 5 e 9 deste mês.
 
Imagens – AML e gentil cedência de Etelvina Almeida (chinchorro)

 

Costa Nova, 13 de Setembro de 2012

 
Ana Maria Lopes
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O S. Paio da Torreira - 2012 - vem aí!...

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Cumprindo uma ancestral tradição, de 5 a 9 de Setembro, a Praia da Torreira, no Concelho da Murtosa, volta a encher-se de gente, vinda dos mais variados pontos do País, em maré de celebração, para a Romaria do S. Paio da Torreira, indiscutivelmente a mais concorrida, popular e afamada da região marinhoa, naquele que é um dos principais cartazes turísticos da Murtosa.

 
 
Cartaz

 

Os pontos altos dos festejos são, como habitualmente, para além da procissão, as sempre espectaculares descargas de fogo de artifício no Mar (dia 7) e na Ria (dia 8), a Corrida de Bateiras à Vela (dia 8), a Corrida de Chinchorros (dia 8), o Concurso de Rusgas (dia 7) e a majestosa Regata de Moliceiros (dia 9). Este ano, na noitada do dia 7 para o dia 8, actuarão as “Tayti” e na noitada de 8 para 9, subirá ao palco do Largo da Varina a cantora Micaela.
 
Programa completo da Romaria de S. Paio da Torreira 2012:
 
DIA 5 – quarta-feira

8.00h – Alvorada
22.00h – Actuação do Artista “João Belo e Bailarinas”
 
DIA 6 – quinta-feira
8.00h – Alvorada
22.00h – Actuação do Grupo “Sabores Latinos”

 
DIA 7 – sexta-feira
8.00h – Alvorada
22.00h – Concurso de Rusgas
22.00h – Actuação do Grupo “MJ”
24.00h – Sessão de Fogo no Mar
00.30h – Actuação do Grupo “Tayti”

 
DIA 8 – sábado
8.00h – Alvorada
10.00h – Missa na Capela de S. Paio seguida de Procissão
16.00h – Concerto pela Banda “Visconde de Salreu” no Largo 30 de Outubro
16.30h – Corrida de Chinchorros*
17.00h – Corrida de Bateiras*
22.00h – Actuação do Grupo “Avatar”
24.00h – Sessão de Fogo na Ria
00.30h – Actuação da Artista “Micaela”

 

DIA 9 – domingo
8.00h – Alvorada
10.00h – Concurso de Painéis
16.30h – Regata de Barcos Moliceiros*
17.00h – Actuação do grupo “MP3”
18.30h – Entrega dos prémios dos concursos e regatas
*sujeito a alterações em função da maré
 
Fonte – Site da Câmara Municipal da Murtosa
 
Este ano, esperamos também ir à romaria, a mais famosa folgança lagunar.
Mas, a opção está difícil. Entre o dia 8, o próprio dia de S. Paio e o dia 9, enriquecido pela Regata de Moliceiros, que era o ponto alto das festividades, temos de «atirar a moeda ao ar».

 
É que o dia 8 tem um programa de arromba! Corridas de bateiras à vela, corridas de chinchorros e procissão…estão na minha mira. Vamos a ver!
Forças para os dois dias, já é complicado!

 

 

O santinho protector

 

 

Corrida de bateiras à vela - 2011


 

Chinchorro de Henrique Orelhas – 2011

 

Regata de moliceiros, de ano anterior

 
Imagens – Do arquivo da autora do blogue, e restantes, cedidas amavelmente por Etelvina Almeida (bateiras) e A. Cravo (chinchorro)
Costa Nova, 24 de Agosto de 2012
Ana Maria Lopes
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