sábado, 21 de novembro de 2009

Evocação de Mestre Cândido Teles, o pintor da Ria



A próxima palestra integrada no 3º Ciclo de Conferências sobre “Aveirenses Ilustres” que a Câmara Municipal de Aveiro leva a efeito no auditório do Museu da Cidade, das 18, 30 às 19,30 horas, do dia 26 de Novembro, presta homenagem ao Artista ilhavense Cândido Teles.

Com esta iniciativa pretende a CMA homenagear personalidades que, activamente, deram o seu contributo para o desenvolvimento sociocultural e político-económico da região, valorizar a Historiografia Local e formar pedagogicamente públicos.
Associada à palestra evocativa decorre também uma pequena mostra de objectos e literatura alusiva à individualidade evocada que estará patente durante 15 dias no espaço do Museu da Cidade.
Tem hoje, também, o Artista, um lugar de destaque no Marintimidades, porque a oradora convidada será a autora deste blog e Cândido Teles, apesar de muitos outros aspectos de relevo, identifica-se, na região, com um grande pintor da Ria, da Costa Nova, das nossas fainas marítimas e lagunares.

António Cândido Patoilo Teles nasceu em Ílhavo, no Arenal, em 1921 e faleceu na mesma cidade, a 31 de Outubro de 1999.


Cândido Teles, fruto da sua profissão, viveu e interpretou, na tela, ambientes distintos: Aveiro, Ílhavo, Açores, África (Angola, Guiné, S. Tomé e Moçambique), Madeira, Alentejo, Algarve, num intenso trabalho, sofrendo, em todos eles, uma influência dos meios, humano e paisagístico.

Mutações, nos aspectos temático, técnico e estético da sua arte, fizeram dele um experimentalista nato. À Ria de Aveiro, de que se afastou, geograficamente, por circunstâncias profissionais, voltou, com garra, nos últimos 20 anos da sua vida, numa técnica estruturalmente enobrecida e diversificada.
Ao longo da vida, recebeu várias distinções e a sua obra está representada em diversos museus nacionais e colecções públicas e particulares.

Plurifacetado, usou sabiamente o lápis, as tintas, os pincéis e a espátula; moldou o barro e trabalhou o ferro forjado.
Em matéria de datas, o último dígito – 9 – teve, na sua vida, uma forte carga afectiva; repete-se, por coincidência? …1939, primeira Exposição no Salão Arrais Ançã, na Costa Nova; 1999, ano do falecimento; em 2009, teria feito 70 anos de vida artística e passaram dez anos, após a sua morte.

Como apreciadora do Mestre Cândido Teles e amiga da Família, fizemos o melhor para apresentar uma visão globalizante da obra do Artista. Evocar é, sobretudo, lembrar e revisitar.
Apreciemos uma ligeira mostra de óleos, por ordem cronológica:

Vista para o Forte. 1939. Col. Família


Xávega. 1948. Col AML

Apontamento da época. Col. Família

Açores. Anos 40. Col. MJM


Tríptico da arte xávega. Col. MMI

Saleiros. Aveiro. 1969. Col. CMI

Ria em verde. 1969. Col Família

Estudo Painel. Aveiro. 1985. Col. Família

Flores (uma excepção). 1998. Col. JLR

Último quadro datado, no cavalete. 1999


Oxalá tenham apreciado esta abreviada e truncada visita pela obra de Cândido Teles. Se assistirem à evocação, apreciarão bastante mais.


Os nossos agradecimentos pela cedência das obras fotografadas.

Ílhavo, 21 de Novembro de 2009

Ana Maria Lopes
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1 comentário:

Marieke disse...

Olá Ana
Gostei muito deste teu artigo sobre o Mestre Teles..tenho alguns quadros dele que adoro..um até com uma estória com o autor muito engraçada..
Beijinhos
Maria