Ambos artistas famosos, decoraram muitos barcos na zona de Pardilhó, Bunheiro e Murtosa, deixando António Almeida (o Soeco) alguns vestígios no Museu da nossa terra:
- decoração de uma proa de barco moliceiro (actualmente, em reservas), 1935;
- nove painéis, em formato de quadro (59x 82cm), 1935, de uma grande beleza, simplicidade e ingenuidade, do espólio inicial do Museu – 1935, expostos na Sala da Ria.

Painel de bombordo – P. Soéco – 1935BAMOS LA COM DEUS
A FAMA O LONGE TOA
Dois dos nove painéis do Soeco Velho – 1935
Pelos anos 80, tive oportunidade de visitar na sua rudimentar oficina, no Bunheiro, o Joaquim Tavares dos Santos, Ruivo de alcunha, nascido em 1944.
Constitui um exemplo flagrante da inter-penetração moliceiro/canga vareira, pois, para além da sua vida de lavoura, apanhava junco e moliço para uso pessoal. Também ia trabalhando nas reconstruções e “restaurações” dos moliceiros, como ele lhes chamava e…fazia cangas.
Apenas se dedica a esta actividade, nos tempos livres e de Inverno, quando o tempo não lhe permite outras ocupações. Aprendeu o ofício com o pai.
Fotografias – Cedência de Paulo Miguel Godinho
Ílhavo, 6 de Novembro de 2009
Ana Maria Lopes
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