quarta-feira, 24 de agosto de 2011

S. Paio da Torreira de 2011, não falte...

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Cumprindo uma ancestral tradição, de 2 a 8 de Setembro, a Praia da Torreira, no Concelho da Murtosa, volta a encher-se de gente, vinda dos mais variados pontos do País, em maré de celebração, para a Romaria do S. Paio da Torreira, indiscutivelmente a mais concorrida, popular e afamada da região marinhoa, naquele que é um dos principais cartazes turísticos da Murtosa.
Os pontos altos dos festejos são, como habitualmente, para além da procissão, as sempre espectaculares descargas de fogo-de-artifício no Mar (dia 3) e na Ria (dia 7), a Corrida de Bateiras à Vela (dia 3), a Corrida de Chinchorros (dia 4), o Concurso de Rusgas (dia 7) e a majestosa Regata de Moliceiros (dia 4). Este ano, na grande noitada, do dia 7 para o dia 8, actuará a cantora Romana.

O programa completo da Romaria de S. Paio da Torreira, 2011, é o seguinte:

Dia 2 - sexta-feira
22:00h - Actuação da Banda Sem Tela

Dia 3 – sábado
16:00h - Corrida de Bateiras à Vela
22:00h - Actuação do grupo "MJ"
00:00h – Sessão de Fogo do Mar
00:30h - Actuação da artista NUCHA

Dia 4 - domingo
10:00h - Concurso de Painéis de Moliceiros
16.30h – Corrida de Chinchorros
17.30h - Regata de Moliceiros
22:00h - Actuação do artista JOÃO BELO e bailarinas
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Dia 6 – terça-feira
22:00h – Actuação do Grupo Folclórico Luso-Venezolano ENCANTOS DE PORTUGAL

Dia 7 - quarta-feira
08:00h - Alvorada
22:00h – Concurso de Rusgas
22.00h – Actuação do Grupo OS DEMAIS
00:00h – Sessão de Fogo da Ria
00:30h – Actuação da artista ROMANA
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Dia 8 – quinta-feira
08:00h - Alvorada
10:00h - Missa Campal, junto à Capela de S. Paio, seguida de Majestosa Procissão
15:00h – Actuação do Conjunto OS RAMBOIAS
16:00h - Concerto pela Banda Visconde de Salreu, no Largo 30 de Outubro
16:30h - Entrega dos prémios dos Concursos
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CARTAZ

No ano passado, tive a sorte de não faltar à romaria do S. Paio da Torreira, no Domingo, a bordo do moliceiro O INOBADOR, tendo passado um dia extraordinário, em agradável convívio e no deleite dos prazeres da vela, a bordo de uma embarcação tradicional lagunar – o EX-LIBRIS da Ria.
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À ré de O INOBADOR

No interior da própria embarcação, de manhã, tivemos a oportunidade de desfilar perante o júri do Concurso de Painéis.
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O arrais Caneira, da Câmara da Murtosa
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Desfile do ANTÓNIO GARETE

Depois de um almoço ligeiro num snack voltado para o mar, regressámos à frente Ria, para apreciar a beleza da Regata de Moliceiros.


Regata de Moliceiros


De regresso à Costa Nova, a viagem, ao fim da tarde, em dia soalheiro, foi indescritível: a suave brisa, o chap-chap da ondulação contra o costado do barco, o chilreado das aves marinhas, a paisagem enternecedora, faziam vibrar os sentidos e alimentavam a alma!
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De regresso à Costa Nova
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Fotos de Arquivo (S. Paio 2010)
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Costa Nova, 24 de Agosto de 2011

Ana Maria Lopes
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Embarcações que Tiveram Berço na Laguna, no CVCN

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Amanhã, dia 18 de Agosto, em que o CVCN completa o seu trigésimo Aniversário, é apresentado o mais recente livro de Senos da Fonseca, Embarcações que Tiveram Berço na Laguna.

Eis o CONVITE.



Não se arrependerá, se aparecer a dar-nos o prazer da sua companhia, num encontro de Amigos.
 
Costa Nova, 17 de Agosto de 2011
 
Ana Maria Lopes
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Embarcações que Tiveram Berço na Laguna

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Na próxima sexta-feira, dia 12, Senos da Fonseca estará presente na livraria Bertrand do Forum Aveiro, pelas 21 horas, para o lançamento da sua mais recente obra Embarcações que Tiveram Berço na Laguna, em edição da Papiro Editora.

A apresentação desta obra estará a cargo de Ana Maria Lopes (antiga Directora do Museu Marítimo de Ílhavo).

Capa


Refere o Autor, na contracapa do livro:

Através da selecção de cinco embarcações – o Mercantel, a Ílhava, o Moliceiro, o Barco do mar e o Varino – reconhecidas como das mais simbólicas saídas das mãos da mestrança naval local, intentámos estudá-las, e às suas características e técnicas de construção, em todas as suas vertentes: histórica e funcional. Através de meios documentais que nos permitem fixar uma cronologia do seu aparecimento no panorama lagunar, julgamos ter conseguido associar essas embarcações, instrumentos privilegiados da ofensiva do homem contra a natureza adversa, aos momentos capitais em que se verificaram mudanças profundas na geografia local.


Amigos/as, compareçam na Bertrand do Forum. Não se arrependerão.





Costa Nova, 8 de Agosto de 2011
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Ana Maria Lopes
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terça-feira, 19 de julho de 2011

Retratos do litoral português - 3

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Nazaré. Anos 60


Homens e crianças varam um barco do candil, ao cair da tarde; mais ao longe, homens e mulheres de crianças ao colo, alam a característica rede da neta.

Era uma Nazaré pobre, mas autêntica. Alavam-se redes e varavam-se embarcações de dia e de noite.
O movimento era ininterrupto.

Esta Nazaré era um alforge de imagens para consagrados fotógrafos estrangeiros, onde colhiam “clichés” que já não encontravam noutra parte do mundo.


Homens e mulheres empurram o barco para o mar


Escreve Álvaro Garrido, em folheto sobre a exposição Fora de Bordo, patente no MMI, espécie de lugar de síntese do ’mar português’, a Nazaré foi o laboratório favorito dos fotógrafos que vieram e voltaram, transmitindo a outros, com certeza, que certas imagens só se podiam ali fazer. Nos anos cinquenta e sessenta, as enseadas e praias de pescadores portuguesas eram lugares de vida e de morte, de conflito e de sobrevivência, espaços de fronteira habitados por tipos humanos que a modernização das pescarias já fizera desaparecer noutras paragens do ‘mundo desenvolvido’. Daí, talvez, a representação visual de sentido exótico que releva de várias fotografias, o privilégio atribuído às mulheres, aos velhos e crianças que em diversas se nota e, noutras ainda, a construção de imagens de tipo naturalista que nos mostram o mar como cenário e as suas gentes como personagens típicas de um certo imaginário etnográfico.

Também de outros pontos do nosso litoral vamos passar a apresentar imagens da mesma época, que consideramos dignas de divulgação.

 
Imagens – Arquivo pessoal da autora

Ílhavo, 19 de Julho de 2011

Ana Maria Lopes
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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Concurso de Painéis - 2011

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Pelo que fui sabendo, nunca houve um Concurso de Painéis (a 3 de Julho) tão simples de advogar – apenas cinco (?) barcos moliceiros têm pinturas novas, a saber: o «PARDILHOENSE», o «ZÉ RITO», o «A. RENDEIRO», «ANTÓNIO GARETE» e «DOS NETOS», três dos primeiros painéis, castiços e apelativos “quadros”, da paleta do pintor Zé Manel, e os dois últimos, com um ar mais naïf e menos elaborado, produto de familiares dos proprietários.

Poderia haver, eventualmente, mais um ou outro que eu já conhecesse do último S. Paio, mas que, para Aveiro, poderia ser novo.

Relativamente à classificação do Concurso, de que fez parte um júri rotineiro, mas conhecedor, ficou em 1º lugar, o «ZÉ RITO», em 2º, o «A. RENDEIRO», em 3º, o «JOSÉ MIGUEL», em 4º, o «PARDILHOENSE», reconstruído este ano com enlevo, cujo proprietário é o Miguel Matias. Em 5ºlugar, o «INOBADOR», em 6º, o «DOROTEIA VERÓNICA» e em 7º, o «DOS NETOS».

Eis alguns painéis premiados:

«NÃO ME ESTRAGUES A INTERRADÉLA!...»


«VOU-TE PÔR NA LINHA QUERIDO!...»


«ABRE-ME O TEU LIVRO...»


«FERNANDO EM PESSOA!...»


Predominância dos painéis maliciosos? Talvez não. Para a próxima, divulgarei mais alguns de outras temáticas.
Mais uma regata, mais um concurso. Será difícil, que a próxima, a do Emigrante, no Bico da Murtosa, seja vivida com mais fervor. A ver vamos! Faço votos.

Fotografias – Arquivo pessoal da Autora

Ílhavo, 8 de Julho de 2011

Ana Maria Lopes
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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ventos contrários refrescam Regata da Ria - 2011

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A festa que é anunciada como uma das características da região, realizada no Verão, tem como pano de fundo a Ria. A organização está a cargo da Câmara Municipal de Aveiro, do Turismo Centro de Portugal, da AMIRIA e de outras associações do concelho.

A Regata da Ria (2 de Julho) é ou já foi o ponto alto das chamadas Festas da Ria. Perde em moliceiros, mas ganha em visibilidade…apregoa o D.A. de 28. 6. 2011. Amigos, permitam-me discordar, porque regata que se preze vive das embarcações e dos seus arrais, embora um pouco de publicidade não lhe faça nada mal.
Estavam inscritos dez moliceiros, contra os treze do ano passado e contra os 44 do ano 2001, mesmo já em tempos de crise patrimonial náutica tradicional.

À última da hora, acabaram por se inscrever treze, mas 3 exemplares não respeitavam o tamanho habitual da embarcação. Mais valia que não se exibissem e, muito menos, que nunca os tivessem construído.

Eu sei e todos sabemos que as dificuldades económicas são muitas, e que as despesas avultadas da manutenção dos barcos, sem se alimentarem do seu sustento primitivo, o moliço, levaram muitos proprietários a desfazer-se deles, com mágoa e dissabor. Foi o caso, à laia de exemplo, do «RICARDO SÉRGIO», barco vencedor da corrida do ano passado. O que lhe fizeram!!!!!!!!!!!!!

O «RICARDO SÉRGIO» prestes a cortar a meta, em 2010

Outros, pouquíssimos, entusiastas, teimam, contra ventos e marés, em manter os barcos aparelhados de forma tradicional, eventualmente, para se dedicarem ao turismo, em ria aberta e à vela, sempre que possível. Ventos de feição e boas bolinas!!!!!!!!!!!

Et voilà o cisne da ria, com não sei quê de ave e de composição de teatro! Lírica, desactualizada e não competitiva! Serão adjectivos que me encaixariam que nem uma luva! Dirá o leitor amigo… Olhe que não! Olhe que não!

Em dia semi-nublado soprado por uma lebe arage, a espera dos barcos saturou passantes, curiosos, amigos e familiares, mas vento é vento e a falta dele resulta neste tipo de atraso.

O ambiente não era nada animador pelo Rossio, pelo menos para mim. Ou seria o que o meu olhar alcançava? Melhor não averiguar.
Alguns barcos, que entretanto desistiram da regata, tendo-se deslocado também a motor, foram chegando – o caso do «A.RENDEIRO», na imagem.



Pouco antes das 8 horas da tarde e até às 9 h, chegaram os verdadeiros moliceiros tradicionais, a concurso.

Ocupantes, cansados de esperar, mas encharcados de uma tarde amena de ria, lembram náufragos descobertos. Valeu a pena. Quem corre por gosto, não cansa mesmo!
Vencedores da regata:

1º prémio – «DOROTEIA VERÓNICA», do arrais Gonçalo Vieira.

2º prémio – «ZÉ RITO» do arrais Zé Rito.

3º prémio – «ANTÓNIO GARETE» do arrais António Garete.

4º prémio – «ZÉ MIGUEL», do arrais Jorge Vieira.

5º prémio – «RICARDO SÉRGIO», com o arrais Marco, ex-proprietário.

6º prémio – «PARDILHOENSE», do arrais Miguel Matias.

Em último, mas estreante em regatas, «S. SALVADOR», da J. F. de Ílhavo. É de ficar cliente.

O «PARDILHOENSE» foi o primeiro dos não profissionais. P'rá frente, Miguel!

E notícias frescas deram-nos a saber que o moliceiro do António Garete já vai ficar por Aveiro, sabemos para quê. Em Aveiro, são decepados…

É caso para encontrar justificação para um título de ontem, no Jornal de Notícias – Derradeiros moliceiros correm para não morrer.

Será mesmo a tal morte anunciadíssima?

Força aos poucos resistentes!

Fotografias – Arquivo pessoal da Autora

Ílhavo, 4 de Julho de 2011

Ana Maria Lopes
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terça-feira, 28 de junho de 2011

Retratos do litoral português - 2

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Continuando na Nazaré, esta foi a vila piscatória que ainda conheci – a trabalhar em condições muito precárias, carente de um porto de abrigo, era senhora de um areal sedutor!!!!!!!

Morria-se à vista de terra, sucumbia-se para ganhar o pão! Quantas mulheres viúvas… e quantas noivas ficaram por casar……….


Areal pelos anos 60


Barca, barcos da neta, barcos do candil, lanchinhas, um areal colorido, pejado de embarcações e movimento! Quase tudo desapareceu na praia da Nazaré. Foi esta a praia que ainda calcorreei, de equipamentos em punho, em agradável companhia…

A barca sobressai, pela dimensão e pela pujança. Era uma embarcação de boca aberta, de quilha pouco acentuada com dois robaletes de cada lado, roda de proa arredondada terminada em capelo e popa sem painel. Leme exterior.

Navegava a remos (sempre os remos típicos da Nazaré), três ou quatro de cada lado, e possuía quatro bancos. Auxiliar dos galeões dos antigos cercos americanos e, posteriormente, das traineiras a vapor, transportava homens, aprestos e peixe para terra ou para o barco. Foi com essas funções que ainda a conheci.

Media cerca de 10,80 metros de comprimento, 3,36 m. de boca e 1,12 m. de pontal. Matriculou-se pela última vez na Capitania da Nazaré em 26/7/1978.

Exibe-se uma, a MARIA EULALIA, na galeria exterior do Museu de Marinha, em Lisboa, de medidas idênticas, apenas com um pouco mais de pontal: 1,29 metros. Construída na Nazaré por José Rosado de Oliveira em 1967, foi, posteriormente, oferecida, em 1983 ao Museu pelo armador João de Deus Estrelinha.

Na Nazaré, junto à esplanada da praia, mostrava-se, em núcleo museológico exterior, pertença do Museu local, já há bastantes anos, a barca MIMOSA.



Barco da neta e barca. Anos 80


Arquivo pessoal da autora

Ílhavo, 28 de Junho de 2011

Ana Maria Lopes
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