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sábado, 29 de agosto de 2015

ROMARIA DO S. PAIO da TORREIRA - 2015

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Cumprindo uma ancestral tradição, de 4 a 8 de Setembro, a Praia da Torreira, no Concelho da Murtosa, volta a encher-se de gente, vinda dos mais variados pontos do País, em maré de celebração, para a Romaria do S. Paio da Torreira, indiscutivelmente a mais concorrida, popular e afamada da região marinhoa, naquele que é um dos principais cartazes turísticos da Murtosa.
Os pontos altos dos festejos são, como habitualmente, para além da procissão, as sempre espectaculares descargas de fogo-de-artifício no Mar (dia 5) e na Ria (dia 7), a Corrida de Bateiras à Vela e a Corrida de Chinchorros (dia 5), o Concurso de Rusgas (dia 7) e a Regata de Moliceiros (dia 6). Na animação musical, os destaques vão para as actuações de Lucas e Matheus (dia 5), Sérgio Rossi (dia 6) e Toy (dia 7).
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O cartaz deste ano reproduz um quadro sugestivo e apropriado, criado, a convite da Câmara Municipal da Murtosa, pelo conceituado artista plástico Murtoseiro José Manuel de Oliveira.
 
 
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Programa

4 de Setembro
08.00h – Alvorada
11.00h – Missa Campal do Dia do Idoso, junto à Capela de São Paio
15.30h – Arraial do Dia do Idoso, com o artista JOÃO BELO, junto à Capela de São Paio
22.00h – Actuação da banda JUKEBOX
5 de Setembro
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08.00h – Alvorada
14.00h – Corrida de Bateiras à Vela
17.30h – Corrida de Chinchorros
22.00h – Actuação da banda MJ
24.00h – Sessão de Fogo-de-artifício no Mar
00.30h – Actuação dos artistas LUCAS & MATHEUS
6 de Setembro
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08.00h – Alvorada
10.00h – Concurso de Painéis
14.00h – Regata de Moliceiros
22.00h – Actuação da banda MP3
24.00h – Actuação do artista SÉRGIO ROSSI
7 de Setembro
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08.00h – Alvorada
21.30h – Concurso de Rusgas
22.00h – Actuação da banda SONJOVEM
24.00h – Sessão de Fogo-de-artifício na Ria
00.30h – Actuação do artista TOY
8 de Setembro
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08.00h – Alvorada
10.00h – Missa junto à capela de São Paio, seguida de majestosa procissão.
16.00h – Concerto pela banda «Visconde de Salreu» no Largo 30 de Outubro
16.00h – Actuação da banda L SHOW
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Fonte: Município da Murtosa
Costa Nova, 29 de Agosto de 2015
Ana Maria Lopes
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A Regata de Moliceiros do S. Paio - 2013

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Hoje, sábado, dia 7, o PARDILHOENSE repete a dose e traz outro grupo de romeiros às festividades do S. Paio – é a regata dos moliceiros. Quantos estarão presentes?
À chegada, a maré não nos possibilita a atracação no Cais do Guedes e vemo-nos obrigados a amarrar na cais dos pescadores, de «braço dado» com O MARNOTO. Um pouco mais atrasado, chegou O INOBADOR.
O SÃO SALVADOR, da Junta de Freguesia de Ílhavo, já lá residia há uns dias para ser aparelhado com tempo. O arrais seria murtoseiro de gema – o Marco Silva.
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Barcos moliceiros de tamanho vernáculo, apenas se apresentaram dez, mais algumas amostras, com as quais embirro e que só atrapalham na fotografia. A regata dos moliceiros, ainda sublime, tem vindo a perder o brilho, pela diminuição consecutiva de embarcações presentes. Fica a interrogação – até quando teremos moliceiros na ria?
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Cansada de ontem, hoje, não deixarei mais que um relato dos acidentes e incidentes e registo das classificações para memória futura…
A moldura humana não tinha o mesmo fervor da véspera. Eu também apenas segui a corrida, da margem, que não é, de modo algum, tão emocionante!
Dada a partida, ei-los que largam tal cisnes brancos de asas iluminadas ao vento, tirando partido da posição na saída, da sabedoria e sorte dos arrais e da superfície dos panos, que a meu ver, deveria estar regulamentada.
Fugindo àquela imagem mais habitual de moliceiros certinhos, quase em posições paralelas, de velas incandescentes, em diagonal, focarei outros aspectos.
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Uma «molhada» de moliceiros

Os primeiros quatro…, cinco…, foram-se destacando, parecendo querer definir posições. Eis senão quando, de repente, avisto uma embarcação das que iam destacadas a querer tombar, ai!, ai!, ai!, e já está!... que emoção!... completamente adornada, fazendo da ria o seu leito.
Fotografias de pessoa amiga, ajudam-me posteriormente a ter uma perspectiva mais próxima do sucedido, em sequência.
Qual foi? Qual foi? Ainda por cima, ia em terceiro lugar… Ninguém sabia…Havia alguns moliceiros com costados da mesma cor. Só no final, a nossa curiosidade foi satisfeita – tinha sido o MANUEL SILVA.
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MANUEL SILVA - 1.
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MANUEL SILVA - 2.
 
MANUEL SILVA – 3.
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Imaginamos que terá sido dramático para a tripulação, que, fisicamente, nada sofreu. Houve alguma dificuldade no processo de remoção, tendo a embarcação sofrido alguns danos – constava.
Bem, não fora o PARDILHOENSE, constatámos, por exclusão de partes, caso contrário, teríamos de fazer uma maratona a nado, até ao Oudinot, vá lá, com água e vento a favor.
Também houve algumas desistências, mas a brisa, que até ia «caindo» não justificou mesmo estes desaires. Acontecem ao mais «pintado».
Classificação:
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1º - SÃO SALVADOR – Arrais Marco Silva
2º - ZÉ RITO – Arrais Zé Rito
3º - A. RENDEIRO – Arrais Zé Rebeço
4º - CÂMARA MUNICIPAL DA MURTOSA – Arrais José Caneira
5º - INOBADOR – Arrais Pedro Paião
 
O Ti Zé Rebeço em prova

De regresso, ultrapassámos O MARNOTO, na sua imagem fascinante. Não foi propriamente premiado, mas teve uma presença brilhante e digna, como a imagem denota, no seu porte elegante.
 
Porte elegante…

E mais um dia bem passado na ria, em são convívio, ambiente único, natural, sadio e festivo.
Grande gente, a gente da ria, «mai-las» suas embarcações, as que vão restando.
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Imagens da autora do blogue. As do MANUEL SILVA, gentilmente cedidas por Mariano Zé
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Algures na ria, 7 de Setembro de 2013
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Ana Maria Lopes
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domingo, 8 de setembro de 2013

«Durante» o S. Paio - 2013

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Como escrevinhei o «antes» do S. Paio, há quem espere pelo «durante». Ei-lo, aí vai ele, antes que seja tarde e se perca a emoção.
Um grupo de amantes da ria organizou-se e foi no moliceiro PARDILHOENSE, com a mira do S. Paio – a maior das romarias lagunares setembrinas de fim de Verão. Objectivo – assistir à regata de bateiras à vela e à corrida dos chinchorros – programa imperdível! Acompanhar as embarcações, apreciá-las, sorvê-las, admirá-las e divulgá-las.
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Mas o tempo promete, não promete?
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Nem chuva, nem sol, nem relâmpagos, nem trovões, nem calor, nem frio. Uma calmaria podre. A ria, um espelho, que a ausência de sol não valoriza. Mas, aguardemos!....
Os «nossos» romeiros vêm chegando, com entusiamo, farnéis diversos (chegou-me aos ouvidos…) e cheios de desejo de viver um dia na ria, à moda antiga. Dos 40 anos aos 70… com boa vontade, ou dos anos 40 aos 70?
Desvendem o trocadilho.
O astro-rei parece querer trespassar a camada de nuvens para nos aquecer a alma e encharcá-la de luz.
Muitos conhecidos, muitos amigos, muitos fotógrafos, boa disposição e cordialidade a bordo. E a tripulação vai aparelhando o PARDILHOENSE.
A viagem como de outras ocasiões, desta vez, a motor, por imperativos de horário, começa e prossegue sem incidentes.
Uma linha do horizonte mais escura divide dois mundos, ambos cinzentos, mas etéreos – o céu e a água.
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Linha do horizonte
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Muitas câmaras, mais ou menos pomposas, muitas objectivas poderosas, tripés, monopés, um «cardápio» de material fotográfico… A ria merece.
A luz tenta penetrar e aureolar a paisagem, facilitando os reflexos.
 
Reflexos em S. Jacinto
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Lembrou-me a descrição de uma ida ao S. Paio, em mercantel, relatada por Egas Moniz, em seu livro de memórias, A Nossa Casa.
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«Na festa de S. Paio, a grande romaria da gente ribeirinha, a ria coalha-se de barcos que provêm de todas as freguesias marginais. Abundam os moliceiros lindamente embandeirados, com sinais distintivos para que os tripulantes os reconheçam quando, encostados uns aos outros, formam na Torreira a frota da alegria.
São as famílias e amigos do proprietário do barco que o enchem de raparigas airosas, de olhos escuros e tez morena, e de rapazes desempenados e garbosos, tisnados pela maresia (...)».
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O ambiente à chegada já era bem festivo, mas faltávamos nós, logo que tínhamos decidido degustar uns pitéus a bordo. Nada faltou. Vitualhas em abundância…desde rojões, sandes de queijo e fiambre, pataniscas de bacalhau, quiche, broa com azeitonas, queijo… a chouriço preto e vermelho, assados a bordo, quentinhos, a sair, por assador perito e gafanhão orgulhoso, da Gafanha de Baixo! Tudo bem regado por um vinho alentejano branco Porta da Revessa, por um tintol adequado e por «água fresquinha», para os mais imaculados.
Para quem não dispensa a fruta, uva saborosa e graúda, melão aquoso e figos apetecíveis, acabadinhos de arrancar da árvore, a gosto.
Claro, não podia deixar de ser, mesa posta em toste do moliceiro, coberta por toalha colorida.
Ou não tenha servido esta embarcação de casa – dizia Raul Brandão.


A assar a chouriça, a bordo
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Algumas bateiras já vão ensaiando o pano, a hora da partida, 3 horas, aproxima-se. E nem milhares de  olhos conseguiriam captar tanta beleza.
De repente, aguarelas belíssimas saídas da paleta de pintor sublime, imaginário e criador, deliciam-nos.
É dado o sinal de partida, a brisa norte vai apertando, a marola sucede e a arte dos arrais é posta à prova.
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Aguarela surpreendente
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Um chamado «vento burro» (incerto) – refere o Ti Abílio Carteirista – faz «das suas». E uma boa meia dúzia de bateiras, entre as cerca de quarenta, concorrentes, virou. Nada de maior! «Quem anda à chuva, molha-se».
Junto das bóias, a ria lembrava uma pista de carros eléctricos de choque, em que cada um, neste caso, cada uma, lutava pelo melhor lugar.
As velas das bateiras, em competição, conforme a posição, ganham uma brancura que até fere a vista, tal qual um abat-jour iluminado por lâmpada poderosa.
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Abat-jours iluminados
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Neste dia, há pequenos/grandes pormenores, que completam e embelezam a «alma das bateiras»: a toste, o mastro e a vela, respectivos cabos e leme, por vezes, com sigla. O céu azul em que se empastelam, adornado de nuvens róseas acaramuladas, tal pedaços de algodão perdidos no infinito, completa o cenário.
Sinto-me encharcada de tanta beleza e quase não consigo ordenar as ideias e a prosa. Jorram!
Não conheci o proprietário da bateira vencedora, que tinha o casco beije, cor não muito usual para o costado desta embarcação. Prestou boa prova.

Bateira vencedora. Foto de TCS
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Em segundo lugar, o Marco Silva, que nos proporcionou belas imagens, a bordejar, com a borda debaixo de água e o camarada, em equilíbrio, em pé, sobre a falca. A serra como fundo, com casinhas brancas, soltas, incrustada no céu, qual pantalha azul, azul, azul…
 

A bateira do Marco, em 2º lugar
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Meu Deus! Que mais se pode exigir da natureza?
Foguetes e palmas para os primeiros classificados!...
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O intervalo entre corridas deu para ir a terra, esticar as pernas à borda-d’água, contemplar os chinchorros que se preparavam, visitar o café do Guedes e sentir a romaria.
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A travessia dos chinchorros é um espectáculo único, daqueles que nos faz ferver o sangue e que vale a pena vivenciar. Não possibilita grandes imagens, mas faz subir a adrenalina e o entusiasmo. Grandes homens e grandes mulheres! É a competição pura e quase feroz! Excitante, mas pacífica!


Chegada de chinchorros

Hora do regresso!
Meios chochos e cansados, «vimos da festa». A emoção gasta…
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Mas o lanche ajantarado preparado com desvelo pela Etelvina, com outras participações, «aqueceu a guelra». E, oh, oh, uma caipirinha, preparada a bordo, pela Lourdes, com todos, incluindo as muitas batedelas com o pilão, no meio de muito boa disposição, aqueceu a «malta». É que o vento norte soprava fresco e, então, o arrais, decidiu trocar o motor pela vela. Com maré e vento de feição, era um tal andar!...
No meio de grande azáfama e de alguns receios, era um tal obedecer a ordens:
 
- Pessoal para bombordo! Pessoal para estibordo! Tudo à proa! Mais gente para a ré!
- Caça o pano! Cuidado com as cabeças! Atenção à escota!
- Toste a bombordo! Toste a estibordo!
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Desligado o motor, é como que se apagou uma antiga máquina de petróleo.
E os barulhos naturais vêm ao de cima – o chape-chape da água da marola contra o costado, o ruído do vento, o panejar da vela, o piar de gaivotas e gaivinas – e são pacificadores!
Em frente à barra… entre o Triângulo e o Forte, à vista do porto de pesca costeira e do Sto. André, alguns chapiscos acordam-nos, no meio de tanta beleza.
Preparativos para a atracação – escota solta! Vela a panejar!
Chegada ao Oudinot e desembarque!
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Grande dia de ria, de romaria, de maresia e de agradável convívio. É de repetir!
Imagens da autora do blogue. A da bateira vencedora, gentilmente cedida por Teresa Cruz Santos
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Algures na ria, 6 de Setembro de 2013
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Ana Maria Lopes
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terça-feira, 3 de setembro de 2013

O «antes» do S.Paio - 2013

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Cumprindo uma ancestral tradição, a partir de amanhã e até ao próximo domingo, dia 8, a praia da Torreira, no concelho da Murtosa, volta a encher-se de gente vinda dos mais variados pontos do País, em maré de celebração, para a romaria do S. Paio, indiscutivelmente, a mais concorrida, popular e afamada da região.
 
A influência da festa é de tal ordem que ali o calendário é marcado em função da romaria e então é comum ouvir dizer-se que determinado assunto fica para “antes ou depois do S. Paio” – refere o Diário de Aveiro de hoje, 3.9. 2013.
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O texto despertou-me a atenção…
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Amanhã, começa a romaria e como adoro os preliminares das festas, resolvi ir até lá para ver, realmente visto, como «era o antes do S. Paio».
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Claro, as ruas já estavam engalanadas, como supunha, com as suas decorações e iluminações temáticas – davam-se apenas os últimos retoques e experimentavam-se as ligações.
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As primeiras tendas do que, agora, em todas as festas, são uma feira, já tinham chegado ou já estavam a chegar. Encontra-se de tudo um pouco e a preços de saldo, ou não tenhamos um país em saldo, desde as imagens mais devotas até à lingerie mais ousada e arrojada nas talhos e coloridos.
Como sou suspeita nos meus sabores marítimos, fui visitar os preparativos e os ensaios das embarcações que se preparavam para desfilar na ria, deixando boquiaberto quem aprecia. Deslumbrantes e etéreas aquelas velas disseminadas pela paisagem de uma beleza azulina e empolgante, deslizavam entre céu e ria. Tudo era atraente e não se passava dos preparativos.


Preparativos...
 
                                                     
Na sexta-feira, pelas 15 horas, não percam a regata das cerca de 40 bateiras, distribuídas por várias categorias, que nos surpreenderão, enchendo-nos a alma de cor, luz, reflexos e magia.
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Com dois tripulantes, já treinavam e acertavam as manobras, com fervor.
 

Treinavam…

Cerca das 17 horas, será o momento da actuação dos imponentes chinchorros, em travessia lagunar, com o entusiasmo vibrante e ágil das tripulações masculinas e femininas.


Chinchorro Raquel em competição (2012)
 

Enquanto alguns estaleiros, em Pardilhó e na Torreira, davam os últimos retoques a bateiras que desfilarão nas regatas, o moliceiro da Câmara Municipal da Murtosa sofreu, no estaleiro do Zé Rito, à beira-ria, uma amanhação de que estava bem carente, assim como o restauro de pintura e seus painéis, para a regata de moliceiros, no sábado, pelas 16 horas. O Zé Manel Oliveira não podia faltar, na renovação das decorações. Faz parte da romaria, ou seja, da «mobília», como sói dizer-se.


Zé Manel repinta a SANTA LUZIA
 

Em tarde quente de Verão, de pés a chapinhar na água acalentada, rodeei a elegante embarcação, para apreciar e fotografar mais quatro novos painéis naïfs e coloridos, verdadeiro exemplo de arte popular.


Painel de proa. EB
 

Painel de ré. EB


E a festa já se vive, na véspera, com entusiasmo, mas sem grandes rebuliços.
 
Vamos esperando que estes últimos dias quentes de Verão se vão aguentando (não é o anunciado…), para podermos apreciar o que de melhor e entusiasmante se faz na ria, a nível de romarias populares.
 
As outras, as que Deus tem, já foram!....
E no domingo, dia 8, dia do santinho milagreiro, lá desfilará a procissão, como é hábito, com os andores que lhe são característicos, acompanhados por diversas irmandades, grupos de escuteiros, representações de emigrantes, personalidades, bandas de música, entre as quais a famosa Banda do Visconde de Salreu, e muitos crentes, que cumprem promessas. Dando a volta até ao mar, saúdam os barcos, em homenagem aos grandes homens que ali entregam a sua vida, sempre ameaçados por grandes perigos, em busca de alimento diário.


O andor do S. Paio (2012)
 
 
E mais um S. Paio se avizinha. Vivamo-lo com alegria, em confraternização e percurso lagunares, a bordo de um moliceiro tradicional.
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Imagens – AML e Etelvina Almeida (chinchorro e andor)
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Costa Nova, 3 de Setembro de 2013
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Ana Maria Lopes
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A Regata do S. Paio ... lá se cumpriu - 2012


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Ontem, domingo, a regata do S. Paio – 2012 não teve o brilho que tem tido nos derradeiros anos. Tudo se conjugou.
 
Barcos moliceiros de tamanho vernáculo, apenas se apresentaram oito, mais algumas amostras.
 
O tempo não ajudou e não saiu de um cinzentismo que envolveu o ambiente, sem grandes emoções e pouco vento.
 
O júri do concurso de painéis não esperou pelos moliceiros da zona sul (Costa Nova), que eram três, o Marnoto, Pardilhoense e o Inobador, a que uma neblina cerrada atrasou o andamento. Resultado – não assistimos.
 
A moldura humana não tinha o mesmo fervor do dia anterior.
 
Pairava no ar um forte pressentimento de que o moliceiro está a morrer de uma morte anunciada e velozmente concretizada. Será reversível? Parece-nos que não, apesar do empenho destes três, que vão animando a ria, frente à Costa Nova.

 

Passará, em breve, a sobreviver apenas como barco de museu, o moliceiro, e através dos registos escritos e videográficos que têm sido feitos sobre ele. Oxalá nos enganemos, mas os tempos não estão fáceis para nada.
 
A meio da regata, quando os lugares já quase pareciam estar definidos, eis que um estrondo seco nos assusta, já que seguíamos de perto a competição, em bateira, para  melhor  a fotografar e apreciar.
 
O que terá sido? O sonho do Zé Rito, homem multifacetado da ria, aguerrido e vencedor das últimas competições lagunares – regata de moliceiros, no Bico da Murtosa, regata de bateiras à vela e de chinchorros, ambas no dia anterior, na Torreira, esfumara-se. O esbelto e rijo mastro estalara, quebrara, ribombara, arrastando a grande vela, brandais e todos os outros aprestos necessários ao seu funcionamento. Nada de acidentes pessoais, apenas a aspiração ao prémio da regata maior, desfeita. Para o ano há mais… Haverá?
 
Sequência de imagens:

 
1.

 
2.

 
3.


Os auxílios foram rápidos e o Zé Rito, descoroçoado, rumou ao seu estaleiro, à borda d’ água. Substituir o mastro quebrado está nas suas mãos habilidosas de Mestre, apesar do trabalho e despesas.
 
A classificação final foi:
 
1º - Dos Netos – Arrais /Ti Abílio «Carteirista»
2º - Manuel Silva – Arrais/Zé Pedro
3º - A. Rendeiro – Arrais/Ti Zé Rebeço
4º - Pardilhoense – Arrais/Marco
5º - Inobador – Arrais/ Pedro Paião

 
Teve azar o avô Rito, mas ganhou o 2º prémio o neto, o Zé Pedro, de 12 anos, a lemar o Manuel Silva. Filho de peixe sabe nadar – diz o povo e com razão.
 
Felicitações aos vencedores e ânimo para enfrentarem as dificuldades e contribuírem com garra para a manutenção da tradição.

 
O sábado anterior da romaria, com programa muito intenso a que também assistimos e de que nos havemos de ocupar foi bem mais alegre, divertido, entusiasmante e sonhador.
 
Imagens – 1.Paulo Miguel Godinho, 2. Etelvina Almeida e 3. AML
 
Ílhavo, 10 de Setembro de 2012

 
Ana Maria Lopes
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O S. Paio da Torreira - 2012 - vem aí!...

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Cumprindo uma ancestral tradição, de 5 a 9 de Setembro, a Praia da Torreira, no Concelho da Murtosa, volta a encher-se de gente, vinda dos mais variados pontos do País, em maré de celebração, para a Romaria do S. Paio da Torreira, indiscutivelmente a mais concorrida, popular e afamada da região marinhoa, naquele que é um dos principais cartazes turísticos da Murtosa.

 
 
Cartaz

 

Os pontos altos dos festejos são, como habitualmente, para além da procissão, as sempre espectaculares descargas de fogo de artifício no Mar (dia 7) e na Ria (dia 8), a Corrida de Bateiras à Vela (dia 8), a Corrida de Chinchorros (dia 8), o Concurso de Rusgas (dia 7) e a majestosa Regata de Moliceiros (dia 9). Este ano, na noitada do dia 7 para o dia 8, actuarão as “Tayti” e na noitada de 8 para 9, subirá ao palco do Largo da Varina a cantora Micaela.
 
Programa completo da Romaria de S. Paio da Torreira 2012:
 
DIA 5 – quarta-feira

8.00h – Alvorada
22.00h – Actuação do Artista “João Belo e Bailarinas”
 
DIA 6 – quinta-feira
8.00h – Alvorada
22.00h – Actuação do Grupo “Sabores Latinos”

 
DIA 7 – sexta-feira
8.00h – Alvorada
22.00h – Concurso de Rusgas
22.00h – Actuação do Grupo “MJ”
24.00h – Sessão de Fogo no Mar
00.30h – Actuação do Grupo “Tayti”

 
DIA 8 – sábado
8.00h – Alvorada
10.00h – Missa na Capela de S. Paio seguida de Procissão
16.00h – Concerto pela Banda “Visconde de Salreu” no Largo 30 de Outubro
16.30h – Corrida de Chinchorros*
17.00h – Corrida de Bateiras*
22.00h – Actuação do Grupo “Avatar”
24.00h – Sessão de Fogo na Ria
00.30h – Actuação da Artista “Micaela”

 

DIA 9 – domingo
8.00h – Alvorada
10.00h – Concurso de Painéis
16.30h – Regata de Barcos Moliceiros*
17.00h – Actuação do grupo “MP3”
18.30h – Entrega dos prémios dos concursos e regatas
*sujeito a alterações em função da maré
 
Fonte – Site da Câmara Municipal da Murtosa
 
Este ano, esperamos também ir à romaria, a mais famosa folgança lagunar.
Mas, a opção está difícil. Entre o dia 8, o próprio dia de S. Paio e o dia 9, enriquecido pela Regata de Moliceiros, que era o ponto alto das festividades, temos de «atirar a moeda ao ar».

 
É que o dia 8 tem um programa de arromba! Corridas de bateiras à vela, corridas de chinchorros e procissão…estão na minha mira. Vamos a ver!
Forças para os dois dias, já é complicado!

 

 

O santinho protector

 

 

Corrida de bateiras à vela - 2011


 

Chinchorro de Henrique Orelhas – 2011

 

Regata de moliceiros, de ano anterior

 
Imagens – Do arquivo da autora do blogue, e restantes, cedidas amavelmente por Etelvina Almeida (bateiras) e A. Cravo (chinchorro)
Costa Nova, 24 de Agosto de 2012
Ana Maria Lopes
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