quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A Regata de Moliceiros do S. Paio - 2013

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Hoje, sábado, dia 7, o PARDILHOENSE repete a dose e traz outro grupo de romeiros às festividades do S. Paio – é a regata dos moliceiros. Quantos estarão presentes?
À chegada, a maré não nos possibilita a atracação no Cais do Guedes e vemo-nos obrigados a amarrar na cais dos pescadores, de «braço dado» com O MARNOTO. Um pouco mais atrasado, chegou O INOBADOR.
O SÃO SALVADOR, da Junta de Freguesia de Ílhavo, já lá residia há uns dias para ser aparelhado com tempo. O arrais seria murtoseiro de gema – o Marco Silva.
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Barcos moliceiros de tamanho vernáculo, apenas se apresentaram dez, mais algumas amostras, com as quais embirro e que só atrapalham na fotografia. A regata dos moliceiros, ainda sublime, tem vindo a perder o brilho, pela diminuição consecutiva de embarcações presentes. Fica a interrogação – até quando teremos moliceiros na ria?
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Cansada de ontem, hoje, não deixarei mais que um relato dos acidentes e incidentes e registo das classificações para memória futura…
A moldura humana não tinha o mesmo fervor da véspera. Eu também apenas segui a corrida, da margem, que não é, de modo algum, tão emocionante!
Dada a partida, ei-los que largam tal cisnes brancos de asas iluminadas ao vento, tirando partido da posição na saída, da sabedoria e sorte dos arrais e da superfície dos panos, que a meu ver, deveria estar regulamentada.
Fugindo àquela imagem mais habitual de moliceiros certinhos, quase em posições paralelas, de velas incandescentes, em diagonal, focarei outros aspectos.
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Uma «molhada» de moliceiros

Os primeiros quatro…, cinco…, foram-se destacando, parecendo querer definir posições. Eis senão quando, de repente, avisto uma embarcação das que iam destacadas a querer tombar, ai!, ai!, ai!, e já está!... que emoção!... completamente adornada, fazendo da ria o seu leito.
Fotografias de pessoa amiga, ajudam-me posteriormente a ter uma perspectiva mais próxima do sucedido, em sequência.
Qual foi? Qual foi? Ainda por cima, ia em terceiro lugar… Ninguém sabia…Havia alguns moliceiros com costados da mesma cor. Só no final, a nossa curiosidade foi satisfeita – tinha sido o MANUEL SILVA.
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MANUEL SILVA - 1.
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MANUEL SILVA - 2.
 
MANUEL SILVA – 3.
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Imaginamos que terá sido dramático para a tripulação, que, fisicamente, nada sofreu. Houve alguma dificuldade no processo de remoção, tendo a embarcação sofrido alguns danos – constava.
Bem, não fora o PARDILHOENSE, constatámos, por exclusão de partes, caso contrário, teríamos de fazer uma maratona a nado, até ao Oudinot, vá lá, com água e vento a favor.
Também houve algumas desistências, mas a brisa, que até ia «caindo» não justificou mesmo estes desaires. Acontecem ao mais «pintado».
Classificação:
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1º - SÃO SALVADOR – Arrais Marco Silva
2º - ZÉ RITO – Arrais Zé Rito
3º - A. RENDEIRO – Arrais Zé Rebeço
4º - CÂMARA MUNICIPAL DA MURTOSA – Arrais José Caneira
5º - INOBADOR – Arrais Pedro Paião
 
O Ti Zé Rebeço em prova

De regresso, ultrapassámos O MARNOTO, na sua imagem fascinante. Não foi propriamente premiado, mas teve uma presença brilhante e digna, como a imagem denota, no seu porte elegante.
 
Porte elegante…

E mais um dia bem passado na ria, em são convívio, ambiente único, natural, sadio e festivo.
Grande gente, a gente da ria, «mai-las» suas embarcações, as que vão restando.
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Imagens da autora do blogue. As do MANUEL SILVA, gentilmente cedidas por Mariano Zé
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Algures na ria, 7 de Setembro de 2013
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Ana Maria Lopes
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1 comentário:

Maria Emília Castro disse...

Belo relato dos acontecimentos! Obrigada Ana Maria!