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sábado, 4 de agosto de 2012

Ílhavo Sea Festival 2012

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No ano em que se comemoram os 75 anos do Museu Marítimo de Ílhavo, que se associa ao 75.º aniversário do Creoula, do Santa Maria Manuela e da Sagres, a Câmara Municipal de Ílhavo promove, entre os dias 3 e 6 de Agosto, o ÍLHAVO SEA FESTIVAL 2012, que integra um conjunto vasto de acções de índole cultural e desportiva e que conta com a presença de alguns dos maiores e mais belos veleiros do mundo.
Esta iniciativa, que conta com o apoio e a colaboração de diversas entidades, de entre as quais se destaca a APA – Administração do Porto de Aveiro, como Parceira Oficial, acolhe no Terminal Norte do Porto de Aveiro, na Gafanha da Nazaré, veleiros tão deslumbrantes como o Creoula, o Santa Maria Manuela e o Argus, bem como o Mir, o Alexander von Humboldt II, o Dar Mlodziezy, o Johanna Lucretia, o Maybe, o Guayas, entre outros. Ao participarem na “The Tall Ships Races 2012” da STI (Sail Traning International), escolheram este “Porto Amigo”, o Município de Ílhavo, como ponto de paragem entre Cádiz e La Coruña (Espanha), estando durante estes dias de portas abertas para receber todos os que os queiram visitar. Para além da imponente presença dos veleiros, destaque ainda para a alegria contagiante das suas tripulações, que se associam a este evento com mais cor e dinâmica, tornando o momento ainda mais único e memorável.
Durante a permanência da frota, terá lugar um vasto conjunto de iniciativas, como sejam espectáculos musicais, animação de rua, mostra de artesanato e antiguidades, feira do livro, insufláveis para crianças, desfile das tripulações, actividades desportivas (canoagem, nautimodelismo, mergulho, kitesurf, etc.) e gastronómicas. A autarquia ilhavense está convicta de que o Ílhavo Sea Festival 2012 constituirá mais uma excelente oportunidade de divulgação do município e da sua história marinheira, em especial da sua efectiva vocação marítima, seja ao nível da pesca, ao nível da náutica de recreio e de outras actividades económicas, em especial do turismo, que tenham o mar e a Ria de Aveiro como pano de fundo.

Ontem, assistimos à Abertura oficial do Sea Festival, pelas 14h e 30, no porão do navio-museu Sto. André, seguida de visita guiada aos majestosos navios. As condições de visita não foram as melhores – a grande distância, o natural rebuliço, o sol ardente, o vento razoável e o cansaço não facilitaram as imagens de pormenor. E, em todo o seu esplendor, para mim, não há nada como fotografar os veleiros em mar aberto ou na entrada e/ou saída da barra.

Para perfazer os treze navios esperados, entrarão ainda hoje os últimos quatro. Aguardemos, pois.


Alguns dos veleiros presentes:

 
Creoula na neblina, em 2008

SMM, a 1 de Agosto de 2010

Chegada do Polynésia/Argus, em 2009


Barca Mir, Rússia, em 2008. RSM


Barca Guayas, Equador, em 2012. JR.

Barca Dar Mlodziezy, Polónia, em 2012. TCS.


Pelican, Londres, em 2012. TSC.

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Imagens de arquivo e outras  cedidas pelos amigos João Reinaldo, Rui São Marcos e Teresa Santos
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Costa Nova, 4 de Agosto de 2012
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Ana Maria Lopes
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Através da objectiva de Rui São Marcos...






Nós, ilhavenses, de uma maneira geral, ficámos satisfeitos com os resultados da Regata dos Grandes Veleiros, mas andávamos sequiosos de apreciar velas ao vento, velas enfunadas, velas desfraldadas, velas içadas…
Velas latinas, “armações redondas” e tantas eram, que satisfariam a avidez do espectador, sedento de navegação à vela – sensação de liberdade, rumo ao futuro, não tão alvo, como as velas.

Em comentários estabelecidos em blogs anteriores, eis que o Comandante Rui São Marcos e eu…entabulámos conversa.
Meu conterrâneo, ilhavense, com o privilégio de ter nascido na Costa-Nova, fez “gala” em deslocar-se no seu belo iate “Quero-Quero”, do Funchal, onde reside, até cá, para integrar a Grande Regata, de Ílhavo ao Funchal, arvorando, com orgulho, a bandeira do município e uma enorme bandeira nacional.

Marinheiro não “velho”, mas “usado”, como ele se considera, já avô, somos desta mesma equipa.

Enviou-me belíssimas imagens, conseguidas pela sua objectiva de participante intrínseco.

Escolhi algumas que partilho com os meus “virtuais” leitores.



Creoula, em mar aberto…



Tal cisne branco, de uma elegância e alvura resplandecentes, entre os azuis de céu e mar. Mais parece uma aguarela ou melhor, um óleo, saído da paleta de artista consagrado. Qual marinha de Noronha da Costa! Que regalo para a vista e que lenitivo para a alma!




Veleiros na noite?...

Que beleza! Magia da noite? Ou truque de fotógrafo? Seja o que for, é notável!




Na senda dos russos…



O “Quero-Quero” tenta “caçar” os veleiros russos “Sédov” e “Mir”, duas das mais imponentes presenças na Tall Ships Falmouth, Ílhavo, Funchal 2008. Espero que gostem!

Imagens – Gentil cedência do Comandante Rui São Marcos

Ílhavo, 13 de Outubro de 2008

Ana Maria Lopes




domingo, 14 de setembro de 2008

REGATA DOS GRANDES VELEIROS (PARTE II)




Outras ocasiões em que a grande regata nos visitou


Relativamente à questão de algumas das ocasiões em que a "Grande Regata nos visitou”, para além, naturalmente, da 1ª Regata, em 1956, como referi – sendo Lisboa a cidade destino da Regata, iniciada em Torbay , destaco:


- Em 1994, a Regata, no Porto, no âmbito das comemorações do Ano do Infante D. Henrique, onde tive o prazer de estar a bordo do Creoula.




A bordo do Creoula – Regata - 1994




- Em 1998, a Regata Vasco da Gama Memorial – 1998 ou melhor, a Regata Cutty Sark Vasco da Gama Memorial 1998 – uma vez que, desde 1973 e até 2003, a STI era patrocinada pela empresa Cutty Sark, teve em Lisboa o seu porto-anfitrião, no âmbito das Comemorações do 3º Centenário da Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia, por ocasião da Expo 98. Nela participaram cerca de 100 Grandes Veleiros, que atracaram no cais de Alcântara. De destacar a classe A, com veleiros entre 80 e 100 metros, tais como os Navio-Escola Sagres e Esmeralda.
Nessa data, considerou-se que, sendo uma associação que envolve jovens e procura fomentar entre os mesmos, estilos de vida saudáveis, não deveria ter a respectiva imagem ligada a uma marca de comercialização de bebidas alcoólicas. Actualmente, como já referi, é a Câmara de Antuérpia que patrocina a Regata.



Regata Vasco da Gama Memorial - 1998


- Em 2006, a Regata voltou a Lisboa, para comemorar exactamente o 50º aniversário da respectiva existência – e foi justamente apelidada de Regata do Jubileu. Participaram 77 Navios, e um dos momentos altos foi a Parada dos Veleiros ao longo do Rio Tejo, estando a bancada de honra colocada junto da Torre de Belém. Nessa data, muitos lisboetas acorreram às margens do Rio para contemplar o desfile naval – e registou-se uma cobertura de imprensa digna de nota.



A importância deste acontecimento para Ílhavo



É deveras importante para Ílhavo a passagem destes Veleiros por aqui, pois trata-se de inscrever, no circuito da Navegação de Recreio, Ílhavo na rota dos "Portos Marinheiros", dos "Portos de Acolhimento".
O facto de Ílhavo ter sido eleito como Porto de Acolhimento representa um grande triunfo, visto que passa a figurar nos "anais" dos Eventos concretizados por esta Organização (Sail Training International) no elenco daqueles que são considerados os Portos mais paradigmáticos e mais representativos da Europa.

Ílhavo passa assim a integrar o roteiro dos Portos de Eleição da Europa, como Porto anfitrião, terra que se torna especial para todos os participantes, que a divulgarão por todas as suas terras de origem.

Por outro lado, em todos os Portos seguintes, os Navios e Tripulações veiculam a imagem e o nome dos Portos em que foram recebidos anteriormente – sobretudo se foram bem recebidos! - O que contribuirá para uma veiculação do nome de Ílhavo como terra particularmente ligada ao Mar e boa anfitriã de Marinheiros.

Referência especial ainda para a Festa e procissão em honra de Nª. Sª. dos Navegantes, que terá lugar no Domingo, dia 21 de Setembro. Este ano, integrará o programa oficial da Regata.


Será transmitida a todos os Navios a mensagem de Ílhavo como terra privilegiada para os acolher, terra dos verdadeiros Homens do Mar, terra de Marinheiros e sobretudo de Capitães, com uma participação notável na pesca do bacalhau à linha. É indispensável proporcionar a todos os participantes um óptimo acolhimento.

Campanha do Argus – 1950 – Alan Villiers


Embora eu tenha algum receio de multidões, tenciono usufruir ao máximo do privilégio de ter em casa os grandes veleiros para visitar, proporcionando-nos, espectáculos de rara beleza. Faça o mesmo, pois viverá momentos inesquecíveis.
Bons ventos e boas marés para todos!



Imagens – Arquivo pessoal da autora e do Comandante João Reinaldo

Ílhavo, 14 de Setembro de 2008

Ana Maria Lopes



quinta-feira, 11 de setembro de 2008

REGATA DOS GRANDES VELEIROS (PARTE I)




Começam a parecer os outdoors por todo o lado. Começam a aparecer as notícias, os cartazes, os panfletos. São um alerta, um convite…



Um pouco da história destas regatas



As designadas TALL SHIP'S Races existem há 52 anos, desde 1956. Foi a Inglaterra o país que tomou a iniciativa, perante o contexto de rápidas mudanças a que se assistia no mundo "náutico" de então – que determinava, concretamente, o abandono dos antigos veleiros (substituídos por navios de propulsão mecânica) e consequentemente ameaçados de extinção.

Pensou-se reabilitar estes Navios e organizar encontros e competições amigáveis entre eles, o que poderia constituir uma alternativa ao estado lamentável a que se encontravam submetidos, de abandono e desaparecimento.

Com o patrocínio da Coroa Britânica, em 1956 organizou-se a primeira regata TORBAYLISBOA. Na nossa capital também as mais altas autoridades estiveram envolvidas, designadamente na entrega de prémios.

Particularmente relevante foi o facto de os 30 cadetes da Escola Naval – que a bordo do Navio Escola SAGRES (I) realizavam a sua primeira viagem de instrução – terem, como equipa, totalizado mais pontos e conquistado mais medalhas do que todas as restantes equipas de cadetes em conjunto.
Dois anos depois, na Regata seguinte (em 1958), entre Brest e Las Palmas, foi precisamente o Navio Escola Sagres o primeiro classificado na classe dos Grandes Veleiros.

Depois dessa data, as Regatas de Grandes Veleiros têm-se realizado regularmente, no Verão, (a partir de 1964, todos os anos) – geralmente no Norte da Europa – e foi-se desenvolvendo um "espírito" próprio destes Eventos, que consiste em fomentar entre a juventude o gosto pelo Mar, proporcionar aos jovens uma experiência de aventura a bordo de um Veleiro. Simultaneamente, promover o contacto próximo e encontro entre jovens de todas as nacionalidades nos Portos de Acolhimento, constituem os grandes ideais da Organização.

A organização é inglesa – a Sail Training International (STI.) – e as Regatas são patrocinadas, actualmente, pela Câmara de Antuérpia.

Os países concorrem para tentar que um dos seus Portos seja Porto de Acolhimento dos Grandes Veleiros, mas a concorrência é verdadeiramente "selvagem".
Sabemos, por exemplo, que Portugal só voltará a ter possibilidades de receber os Grandes Navios em 2012, pois a candidatura de Lisboa foi aceite para esse concurso (e ainda falta conhecer o resultado!) – é assustadora a antecedência com que se "degladiam" as vontades das muitas Câmaras Municipais Europeias no sentido de serem reconhecidas pela Organização como um possível Porto de Acolhimento!

O facto de Ílhavo ter conseguido este feito é de destacar, pois aventavam-se várias possibilidades para a escala dos Veleiros entre Falmouth e o Funchal, entre as quais La Coruña.

Portugal já se constituiu como País anfitrião da Regata por diversas vezes, mas apenas ao nível das cidades de Lisboa e Porto. Ílhavo será, pois, uma grande novidade neste contexto.


Os veleiros participantes são 21, distribuídos pelas classes A, B, C e D, oriundos de diversos países, e começarão a chegar, conforme as condições de tempo, a partir de 18, prevendo-se que a 20 estejam todos acostados no Terminal Norte do Porto de Aveiro, para receber os visitantes e para o desfile final de saída, a 23 de Setembro.


Lista de todos os participantes:

CLASSE A

Alexander von Humboldt – 1906 – Alemanha

Astrid – 1918 – Holanda



Capitan Miranda – 1930 – Uruguai


Creoula – 1937 – Portugal

Cuauthémoc – 1982 – México



Kaliakra – 1984 – Bulgária

Mir – 1987 – Rússia



T S Pelican – 1948 – Reino Unido
Pogoria – 1948 – Polónia

Sedov – 1920 – Rússia


Shabab Oman – 1971 – Oman
Steppe

CLASSE B
Far Barcelona
Tecla

CLASSE C
Gedania
Juan de Langara
Spaniel
Viva

CLASSE D

Challenger 1
Challenger 4
Endeavour
Steppe

À laia de “rebuçado”, para ir fazendo crescer água na boca, aqui fica a imagem de alguns dos mais imponentes grandes veleiros (Classe A) que participam na Regata do Funchal 500 Anos, incluindo o nosso Creoula.

(Cont.)

Ílhavo, 11 de Setembro de 2008

Ana Maria Lopes