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terça-feira, 4 de setembro de 2012

A réplica da bandeira da AOMMI saiu à rua - Procissão do Senhor Jesus dos Navegantes

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Apontamento…para a posteridade

A perfeita réplica da bandeira da Associação dos Oficiais da Marinha Mercante, que a AMI mandara executar no Porto, pelo danificado estado da peça original, de 1926, viu a sua estreia na nobre procissão do Senhor Jesus dos Navegantes, que teve lugar em Ílhavo, no passado dia 2, primeiro domingo de Setembro.
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Como não estivemos presentes, agradecemos as informações que nos deu o Amigo João Reinaldo. Neste primeiro desfile da nova bandeira, o JR fez questão de ser ele o seu portador.



 

A classe marítima presente, que também já não tem o peso que tinha, em Ílhavo, foi representada por João Reinaldo Cruz, José Augusto Senos, João José Menício, Júlio Martins, Júlio Bela, Israel Padinha, além de João António Machado, que representava a irmandade e António Manuel Silva, em representação da Junta de Freguesia.
 
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O porta-estandarte da bandeira da Associação dos Marinheiros, também réplica da primitiva de 1926, pelos mesmos motivos, foi José Bóia, auxiliado por outro marinheiro.
 
 

 
 
O marinheiro de Ílhavo, José da Madalena, teve a gentileza de, graciosamente, ter recuperado e envernizado o pau da bandeira, um pouco já deteriorado de aspecto. Os nossos agradecimentos.

 
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O restauro demorado das três bandeiras originais, quer da Bandeira da Classe Marítima Ilhavense, ainda do tempo da monarquia, executada em fins do século XIX, provavelmente, mandada bordar, aquando da criação do Grémio Marítimo Ilhavense, em 19 de Março de 1899, quer das duas aqui referidas, a da AOMM de 1926 e a da Associação dos Marinheiros, bordada em 1926, pelas hábeis mãos de Leonilde da Velha, a cargo da AMI, está entregue à qualidade do trabalho de uma Técnica Superior de Conservação e Restauro do Instituto José de Figueiredo, em Lisboa.

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Fotografias – Gentilmente cedidas pelo Amigo João Reinaldo
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Ílhavo, 4 de Setembro de 2012
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Ana Maria Lopes
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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Bandeira da Associação dos Oficiais da Marinha Mercante (Réplica)

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A partir de agora, os Oficiais da Marinha Mercante, se alguma vez estiveram preocupados com o estado de conservação da sua bandeira, podem passar a deixar de o estar.
No passado dia 1, chegou uma réplica da Bandeira da Associação dos Oficiais da Marinha Mercante de Ílhavo à sede dos AMI, por estes, encomendada.
À semelhança do que aconteceu em 1926, escolhemos uma firma do Porto, conceituada, a BDR, Bandeiras & Mastros, que executou com primor e perfeição uma réplica da dita peça, depois de uma observação muito atenta da original, que incluiu medições rigorosas e imensas fotografias de pormenor.


Adorno completo



Depois de escolherem os materiais mais idênticos e adequados ao trabalho, ainda tiveram o cuidado de nos enviarem alguns para se certificarem se estariam de acordo com o que pretendíamos.
Claro, neste caso, bordada à máquina, porque de uma réplica se trata, respeita fielmente a original, tendo sido orçamentada pelo valor de 504.30 €.
Tem uma aparência demasiado nova, porque o é… mas o desfile em algumas procissões do Senhor Jesus dos Navegantes, sujeitas ao tempo e surriada da Malhada, no actual percurso, dar-lhe-ão, aos poucos, um ar mais envelhecido.
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Imagem de pormenor…



Os interessados na observação da obra de arte, porque de uma obra de arte se trata, poderão fazê-lo na nossa Igreja Matriz, por alturas dos festejos do Senhor Jesus dos Navegantes e, nomeadamente, na procissão, que ocorrerá no primeiro domingo de Setembro, como é hábito.
Enquanto isso, o restauro das três bandeiras originais, a da Associação dos Oficiais da Marinha Mercante (1921-1926), uma mais antiga do tempo da monarquia, provavelmente, mandada bordar, aquando da criação do Grémio Marítimo Ilhavense, em 19 de Março de 1899 e a da Associação dos Marinheiros, bordada em 1926, pelas hábeis mãos de Leonilde da Velha encontram-se num restauro mais demorado e bastante mais dispendioso por uma Técnica Superior de Conservação e Restauro do Instituto José de Figueiredo, em Lisboa.
Segundo julgamos, virão a ser expostas no MMI, depois de estudado o modo conveniente de o fazer.
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Fotografias – Da autora do blog

Ílhavo, 24 de Junho de 2012

Ana Maria Lopes
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domingo, 22 de abril de 2012

Bandeira da Associação dos Marinheiros

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Depois das diligências feitas relativamente às Bandeiras da Associação dos Oficiais da Marinha Mercante de Ílhavo que se encontram em vias de restauro, e evocação do seu historial, indagou-se posteriormente, no sentido de saber se havia, em reservas do MMI, também uma bandeira antiga representativa da Classe dos Marinheiros.

Acabou por concluir-se que em livro de entrega de peças, estava registada a entrada, a 11 de Novembro de 1988, da Bandeira da Associação Mista dos Marinheiros.


Parte central da bandeira


Também com um belo e adequado motivo central, bordado a ouro sobre seda branca, é igualmente digna de restauro.
Símbolo de união e trabalho, foi mandada fazer para cortejos e solenidades, em 1925, por subscrição pública, pela Associação Mista dos Marinheiros, fundada em 1924.

Destramente bordada pelas hábeis mãos da nossa conterrânea Leonilde da Velha, pela quantia de 4000$00, foi inaugurada a 4 de Abril, dia de Páscoa, de 1926, segundo informações do Jornal O Ilhavense de 9 de Maio do mesmo ano.



Imagem de pormenor



A contornar a parte central em seda branca bordada a ouro, tem uma cercadura larga também de seda, azul, ricamente bordada a ouro e pedraria com motivos florais, nos dois cantos inferiores. É rematada em três das margens por uma franja em fio metálico dourado, com duas borlas condizentes, pendentes em dois dos cantos inferiores.


Pormenor de canto, sem a franja



Pelos mesmos motivos, o processo de restauro por parte da Associação dos Amigos do Museu já está em andamento, com a intenção de agir de igual modo relativamente às duas bandeiras dos oficiais – exposição na Sala dos Mares do MMI, cujo conteúdo expositivo será melhorado neste 75º aniversário do Museu.

Fotografias – Da autora do blog
Ílhavo, 22 de Abril de 2012
Ana Maria Lopes
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Bandeira de Gala da Associação dos Oficiais da Marinha Mercante

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Percorrendo os jornais O Ilhavense de 1927, cheguei, em 20 de Março, a uma notícia que, pelo pormenor descritivo e sabor informativo da época, me seduziu.
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Ei-la, salteada:
(Sic) Sábado, 12 de Março.
Dia de sol e de animação na vila.
Pelas 5 horas e meia, sobem ao ar, em frente à Associação dos Oficiais da Marinha Mercante, foguetes e morteiros.
O que será, o que não será, e eis que dentro em pouco, corre de boca em boca, esta notícia:
 – Chegou uma bandeira nova para a Associação dos Oficiais Náuticos.
De facto assim sucedia (…). Há rostos onde se divisa uma alegria infinda. Há almas fortes de marinheiros audazes que mal podem exteriorizar a sua satisfação, de comovidos que se sentem.
Também fomos ver a linda bandeira, em quase tudo semelhante à antiga bandeira marítima, que tanta gente amiga tem acompanhado à última morada, que em tantos cortejos cívicos tem drapejado alegre e vistosa.
O novo símbolo da Associação dos Oficiais é toda de seda azul e branca, bordada a ouro fino, tendo ao meio, em alto relevo, uma galera de três mastros tecida a ouro.

Por cima, o dístico Associação dos Oficiais da Marinha Mercante. Por baixo da galera: Ílhavo – 1921 – 1926.


(…) A data de 1921 é a da fundação e 1926, a da confecção da bandeira. Foi executada pela casa Joaquim da Silveira Melo & Cª do Porto e importou em cinco mil escudos, segundo a factura apresentada.
(…) Sob a galera uma cercadura a ouro, em anéis circulares e pendentes desta, uma bóia de salvação, uma ampulheta, uma rosa dos ventos, os símbolos da Fé, Esperança e Caridade, uma roda de leme, um sextante e uma âncora.
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 Pormenor da bandeira…
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– Quando tencionam inaugurar a bandeira?
– Talvez para a Páscoa, com uma sessão solene.
– E à bandeira antiga, que destino tencionam dar-lhe?
– Ficará para acompanhar ao cemitério todos os seus sócios ainda existentes. A nova fica só para os sócios da Associação, seus pais e filhos, conforme resa o regulamento interno desta colectividade. 
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Já agora, que a Associação dos Oficiais já não existe, que opinariam estes, se lhes fosse proposto quotizarem-se, quase simbolicamente, para ajudarem a restaurar a sua bandeira, quase centenária e representativa da classe?

Segundo o nosso Jornal de 24 de Abril de 1927, a dita bandeira lá foi então inaugurada. Às 6 horas da tarde de Domingo de Páscoa, saiu da sede da Associação o cortejo constituído pelos sócios daquela colectividade, à frente dos quais ia a abandeira conduzida pelo Sr. Capitão Calixto António Ruivo e ladeada pelos senhores José Ançã Novo e João Francisco grilo (o Frade). No couce do acompanhamento, ia a Filarmónica Ilhavense.
Dirigiu-se o cortejo à igreja paroquial desta freguesia onde o Reverendíssimo Padre Manuel de Campos, revestido de sobrepeliz e estola rica, procedeu à bênção do lindo pavilhão, junto ao altar do Senhor Jesus dos Navegantes.
Após as palavras sacramentais: Per Christum Dominum nostrum. Amen, fez-se a aspersão da água benta.
(…) Finda a cerimónia religiosa, voltou o cortejo à sede da Associação onde dispersou, ficando a bandeira exposta ao público.


Apetitosa descrição e que grande reinação!

Parece que existe ou existiu uma foto do acto, que nunca tive o prazer de ver, para, agora, aqui, relembrar.
A quem a possuir, agradecemos o favor de a partilhar connosco, para enriquecer o processo documental.


Fotografias – Da autora do blog

Ílhavo, 28 de Novembro de 2011

Ana Maria Lopes
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