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sexta-feira, 20 de maio de 2022

Ainda JOÂO CARLOS...

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Depois de ter visitado a Exposição JOÃO CARLOS, incluída no “Ilustração à Vista”, tive vontade de revisitar o meu baú, para lembrar obras do autor que estiveram presentes na “Retrospeciva JOÃO CARLOS”, que o Museu Marítimo e Regional de Ílhavo apresentou em Abril/Maio de 1991.

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Tormenta, 1932

Nanquim, 57x44 cm

Col. Museu Santos Rocha. Figueira da Foz

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Ceifeiros, 1934

Técnica mista, 42x35 cm

Col. Feverónia Mendonça, Lisboa

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Varina, 1941

Lápis, 41x59

Col. Marítimo e Regional de Ílhavo

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Caminhos do Sangue, 1942

Nanquim, 24x20 cm

Col. Moreira das Neves, Lisboa

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A Ceia, 1951

Óleo sobre tela, 200x300 cm

Col. Seminário dos Olivais. Lisboa

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Ondina, 1953

Estudo para fonte. Gesso.118x35x53 cm

Col. Marítimo e Regional de Ílhavo

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Flor de Plástico, 1959

Óleo sobre cartão, 56x45 cm

Col. Feverónia Mendonça. Lisboa

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Lisboa, 1959

Óleo sobre tela, 81x65 cm

Col. M. Luisa C. Saldanha Q. R. dos Santos. Lisboa

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Cartão para figurino dos Pajens de Santa Joana, 1959

Nanquim e gouache, 33x33 cm

Col. Paço Episcopal de Aveiro

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D. João II, 1960

Nanquim, 56x43 cm

Col. Museu de Marinha, Lisboa

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Para terminar, apreciemos a capa de uma Revista editada pela C.M.I. em 1932, em que a Costa Nova publicitada por uma banhista escultural e naïve daria um dos melhores cartazes para a nossa praia.

É pena que alguns dos ingredientes apregoados já não sejam os mesmos: a ria a beijar as casas, as bateiras atracadas aos moirões em frente aos palheiros, o barco do mar com toda a beleza e empolgamento da arte que praticava.

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Costa Nova, 1932
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Ílhavo, 20 de Maio de 2022

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Ana Maria Lopes

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domingo, 18 de novembro de 2012

Apresentação da «Terras de Antuã», na Câmara de Estarreja

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Ontem, sábado, por ocasião da comemoração do 493º aniversário da outorga do Foral à vila de Antuã, por D. Manuel, em 15 de Novembro de 1519, foi apresentado o número seis da revista Terras de Antuã – História e Memórias do Concelho de Estarreja, mais uma vez com uma assistência numerosa, no belíssimo Salão Nobre dos Paços do Concelho, numa sessão presidida pelo Presidente da Câmara Municipal de Estarreja José Eduardo de Matos.



Este VI volume é constituído por 11 artigos de vários autores, cujas temáticas vão desde a biografia de ilustres da terra, embarcações tradicionais, património cinéfilo, arqueologia, emigração, arte sacra, freguesias, papel cultural do património no contexto local e regional até à genealogia e jornalismo, entre outras.

Para nós foi gratificante participarmos com o singelo artigo sobre as embarcações tradicionais de Canelas. É sempre um prazer navegar pela laguna e é o que temos feito, retendo todos os testemunhos que nos tem sido possível recolher.

Para além do artigo do historiador José Mattoso sobre O património e o seu papel cultural no contexto local e regional, já apresentado oralmente nas II Jornadas de História e Património, em Setembro de 2011, saboreámos o artigo António Mota Godinho MadureiraUm esboço histórico, de Delfim Bismarck Ferreira, Conservador da Casa-Museu Marieta Solheiro Madureira, a que alguns afectos nos ligaram aquando da preparação no Museu de Ílhavo da Exposição retrospectiva JOÃO CARLOS, em Abril/Maio de 1991.

Tivemos a prazer de ainda conhecer o Senhor Dr. António Madureira, cuja grande parte da vida dedicou à colecção de obras de arte, entre as quais estão onze trabalhos do nosso JOÃO CARLOS Celestino Gomes, seu amigo particular, cuja cedência nos facultou para supracitada exposição.


 
Desta vez, a capa da Terras de Antuã homenageia o Dr. António Madureira, pelo centenário do seu nascimento, em 1912, através da reprodução de um óleo sobre tela do pintor Fernando Martinez Rubio, em 1952, exposto habitualmente na sala de estar da Casa-Museu.


Ílhavo, 18 de Novembro de 2012

Ana Maria Lopes
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terça-feira, 8 de junho de 2010

Ex-libris marítimos, em exposição no Museu de Marinha

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Ex-libris é uma expressão latina que significa, literalmente, dos livros, empregada para determinar a propriedade de um livro. Portanto, ex-ibris é um complemento circunstancial de origem (ex + caso ablativo) que indica que tal livro é "propriedade de" ou "da biblioteca de".

A inscrição pode estar inscrita numa vinheta colada em geral na contra capa ou página de rosto de um livro para indicar quem é seu proprietário. A vinheta em geral contém um logotipo, brasão ou desenho e a expressão "Ex-ibris" seguida do nome do proprietário. É possível que contenha um lema ou citação.

Inscrições de propriedade em livros não eram comuns na Europa até o século XIII, quando outras formas de bibliotecomania se tornaram comuns. No Brasil, o "ex-libris" da Biblioteca Nacional foi criado em 1903 pelo artista Eliseu Visconti, responsável pela introdução do art-nouveau nas artes gráficas do País.

Hoje em dia existem associações de coleccionadores de Ex-libris.

Fonte: Wikipédia


Hoje, dia 8 de Junho, pelas 18 horas, é inaugurada no Pavilhão da Galeotas do Museu de Marinha, a Exposição temporária EX-LIBRIS DO MAR, com a colaboração do Gamma, Grupo de Amigos do Museu de Marinha.


Assunto deveras curioso já foi alvo de mostras noutros museus como no Museo Valenciano de la Illustración y de la Modernidad, com a colaboração do Museo Marítimo de Barcelona, no ano de 2007, onde figuraram algumas peças nacionais, como a da Biblioteca Nacional.

Também em 2004, o Museu do Mar Rei D. Carlos, em Cascais, através da exposição «Os Ex-libris e o Mar» procurou dar a conhecer melhor ao grande público o que são os ex-libris, entendidos enquanto marcas de posse colocadas em livros, com o intuito de assinalar a identidade do seu possuidor.

Aqui, em Ílhavo, não esqueçamos a faceta de ex-librista do nosso plurifacetado Artista João Carlos, que criou dezenas de variadíssimos ex-libris e marcas, para conhecidos e amigos, normalmente em preciosa e minuciosa técnica de nanquim sobre papel.

Curiosa a sua própria marca relacionada com o tema dos barcos moliceiros, pelo signo Salomonis (sino saimão) utilizado, bem como pelos grafismos característicos, com inversão do S, a troca do V por B e os típicos erros ortográficos.

ORA BAMOS LÁ CUM DEUS


Esta exposição estará patente ao público até 31 de Outubro. Não perca a oportunidade de conhecer preciosos ex-libris de temática marítima. Eu também não.

Ílhavo, 8 de Junho de 2010

Ana Maria Lopes