Percorridos os caminhos tortuosos habituais da pesquisa, opiniões encadeadas, monta-se mais uma vez um “puzzle”, que poderá ter alguma delicadeza, mas que creio que tem uma forte e segura dose de viabilidade.

Lugre de madeira de três mastros, foi construído por Manuel Maria Bolais Mónica, em 1918, na Gafanha da Nazaré, para a Companhia Aveirense de Navegação e Pesca. O seu lançamento à água foi em 25 de Março de 1918.
Nas campanhas de 1918 e 1919, foi seu capitão Fernando Domingues Magano e na de 1920, o Sr. Fernando Mathias.


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Fechou-se o circuito: só podia ter sido o Altair, depois Vega, para acabar em Vaz.
Há umas ligeiríssimas diferenças na tonelagem e no comprimento, que provarão que o navio foi reconstruído, com o seu regresso à praça de Aveiro.
O Vaz, pertença de um primeiro armador, José Cândido Vaz, nos anos de 1928 e 1929, passou para a propriedade de Brites, Vaz e Irmãos, Lda., em 1930.
Foi seu último capitão, de 1938 a 1940, João Fernandes Parracho (o Vitorino), (n. a 28.3.1906), segundo confirmação da respectiva ficha do Grémio, já que o navio naufragou, com água aberta, nos bancos da Terra Nova a 31 de Agosto de 1940, não havendo conhecimento de vítimas.
Na última imagem, para os leitores mais observadores, é curiosa a ausência de estrada, que mais parece um estaleiro, e muito menos de avenida e de cais, junto à ria (anos 30).
Sobressai, em baixo, à esquerda, a ré de um mercantel, com o seu pujante leme. Vão-se os tempos, mudam-se os costumes, é caso para evocar!
Posteriormente, existiu outro navio de nome Vaz, já navio-motor, de aço, construído na Holanda em 1948, para a mesma empresa. Inicia a faina da pesca em 1949, efectua a última campanha em 1969, sendo, então, adquirido pela Empresa de Pesca Oceano, Lda.
Imagens – Arquivo pessoal da autora
Ílhavo, 22 de Junho de 2009
Ana Maria Lopes


Pormenor de construção
Aspecto geral






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