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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Na Regata do S. Paio, três moliceiros «sulistas»
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
S. Paio da Torreira de 2011, não falte...
10:00h - Concurso de Painéis de Moliceiros
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Dia 7 - quarta-feira
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Ana Maria Lopes
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
A ida à romaria do S. Paio... em 2010
Esta ida à romaria do S. Paio…ficou-me gravada a cinzel, na memória.
Arranjei um assento improvisado em cima das velas que repousavam sobre as tostes, em descanso.
Com a Ria completamente espelhada, a paisagem, sempre atraente, ia ficando para trás: a Costa Nova, a Ilha Branca, as gaivotas esgravatando as coroas, o arrastão Santo André, o Jardim Oudinot renovado, o Farol, o Forte desmazelado, a saída da Barra (definida pelo Triângulo), São Jacinto. Os estaleiros desactivados e degradados, para quem já lá conheceu eventos brilhantes e dignos de registo, chocam.
A nossa Ria, única, ainda vai sendo, a certas horas e em certos momentos, a ria de Raul Brandão…Que largueza, que liberdade, que beleza!!!
Uma ligeira névoa semi-cerrada envolvia o horizonte. Céu de um cerúleo azulado, polvilhado de nuvens rarefactas; a linha do horizonte contínua e certa, bem delineada sobre a superfície lagunar espelhada e brilhante, reflectindo o sol que, envergonhadamente espreitava por entre nuvens.
Íamo-nos aproximando do nosso primeiro objectivo – a presença do moliceiro no Concurso de painéis, na esperança de uma boa classificação!
Na Torreira, é mesmo um desfile à vara, diante da multidão de fotógrafos e de um júri formado por elementos escolhidos pela CMM. Com direito a um prémio de presença de 100 euros e a um dos 5 prémios de 185 a 60 euros, o que importava mesmo era participar.
Orgulhoso, o Zé Rito desfilava…O tempo que mediou entre o desfile e a regata foi bem aproveitado com uma ida até ao mar pela avenida principal ladeada de tendas recheadas de produtos variados, usuais nas actuais romarias, mais feiras do que outra coisa, com muita publicidade e preços tentadores, para superar a crise. Mas a clientela era pouca!
Não podia faltar, no regresso, uma visita ao S. Paio, na igreja, não fosse o «menino santificado» sentir-se desconsiderado versus a Senhora da Saúde!
E toca de arranjar um bom lugar, à sombra, frente à ria, para garantir uma favorável observação do espectáculo colorido e movimentado que é a Regata de moliceiros.
A afluência de barcos é que vai diminuindo, o que é uma pena. Moliceiros vernáculos só nove, quatro ou cinco meios barcos, como lhes chamam, e outras embarcações animavam a ria.
Suave brisa não ia prometer uma competição aguerrida! Mas há sempre o empenho e a luta pelos melhores lugares – prémio de presença de 200 euros e um dos cinco prémios de 180 a 65 euros, pela classificação!
Preparativos, ensaios e afinações…
Foi dado o sinal de partida com um estrondoso foguete que até me fez estremecer e acordar da sonolência que me tomava.
Autênticos cisnes brancos…após o sinal da partida
No cais, a multidão assistia, procurando a sombra das palmeiras marginais, que o sol estorricava.
Finda a regata, os barcos regressavam e nós voltávamos ao nosso meio de transporte aquático, com promessa de viagem à vela...pelas 5 e meia de uma tarde setembrina, morna.

Que desejo de saborear os prazeres da vela, em moliceiro!

Ligado o motor para as manobras de largada, depressa foi retirado e, então, o silêncio da ria depois do ruído da festa! Que enlevo, que doçura, que calma interior! Já não é fácil ouvir só a ria e o chap-chap da ondulação contra o costado da embarcação.
E tivemos esse privilégio!
E ainda mais! A tripulação deu-me o prazer de fazer o gostinho ao dedo e ao pé, e timonar «O Inobador» por um bocado, rumo ao arco maior da ponte, de regresso à Costa Nova.

Dispensa legenda…
Chegámos cansados, mas felizes, suados, salgados, mas satisfeitos.
E hoje, sinto-me na ressaca! Quem me manda a mim meter em aventuras…já menos próprias para uma senhora menos jovem (aceitem o eufemismo)?
Valeu a pena! Há que aproveitar a ria e o convívio!
O nosso sincero agradecimento ao Pedro Paião e ao Miguel Matias.
Fotografias – Paulo Miguel Godinho
Costa Nova, 6 de Setembro de 2010
Ana Maria Lopes
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Romaria do S. Paio da Torreira - 2010
Cumprindo uma ancestral tradição, de 3 a 8 de Setembro, a Praia da Torreira, no Concelho da Murtosa, volta a encher-se de gente, vinda dos mais variados pontos do País, em maré de celebração, para a Romaria do S. Paio da Torreira, indiscutivelmente a mais concorrida, popular e afamada da região marinhoa, naquele que é um dos principais cartazes turísticos da Murtosa.
Os pontos altos dos festejos são, como habitualmente, para além da procissão, as sempre espectaculares descargas de fogo de artifício no Mar (dia 4) e na Ria (dia 7), a Corrida de Bateiras à Vela (dia 4), a Corrida de Chinchorros (dia 7), o Concurso de Rusgas (dia 7) e a majestosa Regata de Moliceiros (dia 5). Este ano, na grande noitada, do dia 7 para o dia 8, actuará o artista Toy.
O programa parcial da Romaria de S. Paio da Torreira, 2010, é o seguinte:
Dia 4 – Sábado
15:00h – Corrida de Bateiras à Vela
00:00h – Sessão de Fogo do Mar
Dia 5 – Domingo
10:00h – Concurso de Painéis de Moliceiros
16:00h – Regata de Moliceiros

Dia 7 – Terça-feira
14:30h – Corrida de Chinchorros
22:00h – Concurso de Rusgas
00:00h – Sessão de Fogo da Ria
00:30h – Actuação do artista Toy
Dia 8 – Quarta-feira
09:00h – Arruada
10:00h – Missa Campal, junto à Capela de S. Paio, seguida de Majestosa Procissão
16:30h – Entrega dos prémios dos Concursos
Não faltem! VIVA O S. PAIO DA TORREIRA!!!
O Presidente da Câmara da Murtosa dá uma extrema importância à realização da regata de moliceiros, ao concurso de painéis dos mesmos e a uma corrida de cinchorros, num esforço de manter vivas as tradições ligadas à água. São uma forma de estimular a preservação do moliceiro, cujo número de exemplares urge manter e alargar. Por outro lado, a movimentação dos cerca de 70 mil romeiros diários revela-se uma boa oportunidade para o comércio local.
Imagens de arquivo
Costa Nova, 27 de Agosto de 2010
Ana Maria Lopes
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Visite o S. Paio da Torreira, em 2009
Ao analisar o simeter do Marintimidades, surpreendi-me com a quantidade de leitores, que procuravam, no Google, o programa relativo à festa setembrina mais afamada e popular da região lagunar: o S. Paio da Torreira, que se festeja, exactamente, no dia 8 de Setembro, este ano, terça-feira, iniciando-se já os festejos no próximo dia 4 de Setembro.
Não tencionava, por agora, incluir a festa do S. Paio, na publicidade festivaleira do meu blog, mas muitas buscas de vários interessados de diversos pontos do país e “aquele bichinho do moliceiro” que não passa… fizeram com que divulgasse o que considero os momentos mais altos do programa e desse a oportunidade aos amantes da imagem e do barco de se deleitarem com as telas conseguidas num dos melhores S. Paios da minha vida, etnográfica e fotograficamente falando, no ano de 1986.
Do programa de 2009, merecem grande destaque, sob o meu ponto de vista, os seguintes eventos:
Dia 5 – Sábado
15.30h – Corrida de Chinchorros
16.00h – Corrida de Bateiras
24.00h – Sessão de Fogo no Mar
Dia 6 – Domingo
10.00h – Concurso de Painéis de Moliceiros
16.00h – Regata de Moliceiros
Desfile para o concurso de Painéis
Moliceiro em contra-luz
Proas em contra-luz
Lemes em contra-luz
Moliceiros em contra-luzDia 7 – Segunda-feira
22.00h – Concurso de Rusgas
00.00h – Sessão de Fogo da Ria
Dia 8 – Terça-feira
10.00h – Missa campal, junto à Capela de S. Paio, seguida de Procissão
16.30h – Entrega dos prémios dos Concursos
Estas imagens, para mim, de eleição, mesmo sem os artifícios do Photoshop, simulam a noite, ao meio-dia, em plena e radiosa luz do sol.
Fonte: Moliceiros – A Memória da Ria, texto de Ana Maria Lopes e imagem de Paulo Godinho. Quetzal Editores, Lisboa. 1997 (Esgotado).
Ler mais no Diário de Aveiro de 3.9.2009
Ílhavo, 1 de Setembro de 2009
Ana Maria Lopes












