terça-feira, 6 de novembro de 2012
O encalhe do lugre Neptuno Segundo
domingo, 12 de junho de 2011
O lugre Maria das Flores - Que surpresa!
Ílhavo, 12 de Junho de 2011
Ana Maria Lopes
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segunda-feira, 23 de maio de 2011
O lugre Maria das Flores - o desfecho - 4
Um navio que passa por estas tormentas ainda em seco estará condenado a não durar muito.
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segunda-feira, 16 de maio de 2011
O lugre Maria das Flores - o desencalhe - 3
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Ílhavo, 16 de Maio de 2011
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Ana Maria Lopes
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domingo, 8 de maio de 2011
O lugre Maria das Flores - o desencalhe - 2
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Ílhavo, 8 de Maio de 2011
Ana Maria Lopes
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segunda-feira, 2 de maio de 2011
O lugre Maria das Flores - 1
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
O palhabote Orion
Sempre me despertou a atenção o nome do lugre Orion, pela beleza da denominação (na mitologia grega, foi um gigante caçador colocado por Zeus entre as estrelas na forma da constelação, Orion), pela elegância das imagens conhecidas do navio e pela curiosidade do lugar em que foi construído, um estaleiro em Aveiro, exactamente junto à ponte da Dobadoura, no lado oposto ao Rossio, em pleno coração da cidade, onde hoje se encontra o monumento à Aviação Naval. É agradável por lá passar, reconhecer as casas, ainda pertencentes à época e imaginar a azáfama que teria caracterizado o local, enquanto estaleiro.
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domingo, 19 de dezembro de 2010
O lugre Silvina
À laia de Boas-Festas para todos os meus Amigos, leitores e apreciadores, vou hoje explanar o lugre Silvina, para lembrar o bacalhau do Natal. Escolham-no, pois, directamente da seca, para a noite de Consoada.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Atlântico - Navio perdido e imagem encontrada
Repescando…O lugre Atlântico naufragou por encalhe a sul da barra de Aveiro, em 30 de Outubro de 1925, por motivo de avaria no leme, tendo sido salvos todos os tripulantes.
Fotografia amavelmente cedida por Reinaldo Delgado
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Ílhavo, 26 de Novembro de 2010
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Ana Maria Lopes
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domingo, 21 de novembro de 2010
A bordo...
Ílhavo, 21 de Novembro de 2010
Ana Maria Lopes
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domingo, 10 de outubro de 2010
Lembranças de um pescador do lugre Milena
A Net tem destas coisas.
6. 10. 2010
São escritos salutares como este que nos incentivam a procurar mais e mais, e sempre, histórias da Faina Maior.
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Ílhavo, 10 de Outubro de 2010
Ana Maria Lopes
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Nos Mares da Terra Nova - A Saga dos Bacalhoeiros
Na Costa Nova, em Agosto, tive conhecimento da existência do livro Nos Mares da Terra Nova – A Saga dos Bacalhoeiros, de Anselmo Vieira, editado em Junho de 2010 (muito recentemente), pela Editorial Presença. Adquiri-o. Consegui o último exemplar na Bertrand. Ainda não o conhecia? Até parece impossível!
Na contracapa, pode ler-se:
Este livro reconstitui sob a forma de romance a última viagem bem sucedida do bacalhoeiro Júlia IV, que o autor acompanhou pessoalmente, em 1948. Naqueles anos, a frota portuguesa era a única que ainda comparecia nos mares do Árctico com veleiros quase medievais, entre as frotas mecanizadas de espanhóis, franceses e russos. Narrada como um diário de bordo, em grande parte acompanhando a perspectiva de Telmo, um alter-ego do autor, a obra caracteriza magnificamente estes homens rudes e ingénuos, inconscientes da sua grandeza, recriando a sua linguagem, o seu quotidiano, a camaradagem bem-humorada e os conflitos, sempre solidários nas horas de perigo. De certa forma uma celebração à virilidade e espírito de aventura, esta narrativa tinge-se de poesia e emoção que nos arrebatam e comovem. Nos Mares da Terra Nova é também um documento de inestimável valor histórico.
Devorei-o, mas mais, li-o, reli-o, meditei-o, sublinhei-o. As agruras, todos os perigos da Faina Maior, em que muitos dos «nossos homens de Ílhavo» foram actores, desfilavam-me incessantemente pela mente, bailavam-me no imaginário, criado pelos genes…imagino… e fruto do conto e reconto de muitos…muitos dos seus heróis.
A narrativa não é romanceada e muito menos ficcionada; retrata fiel e dramaticamente o que era a vida de um bacalhoeiro: (…) cada dia uma chaga de cansaço, o frio, os remos, a saudade, o gosto de sal, um montão de aborrecimentos e, às vezes, de pesca, nem vê-la! Raio de vida, a do bacalhoeiro! – dando especial relevância à parte humana de cada marinheiro.
O tema absorvia-me. A narrativa forte, dramática e bela prendeu-me, tanto mais quando se conheceram pessoas e locais lá retratados.
Ílhavo – Telmo pensava que talvez repetisse a aventura dos lugres bacalhoeiros, porque o fascinava a navegação de vela. Mas não tencionava fixar-se toda a vida naquela actividade da pesca longínqua como os oficiais de tradição de Ílhavo.
Costa Nova – Sem ser propriamente um lugarejo aquático, Ílhavo, fica situada a cerca de cinco quilómetros da praia da Costa Nova; dá para respirar a brisa marítima sem se molharem os pés, a não ser na estação de veraneio.
O Capitão Vitorino Parracho (1906 – 1991), de que bem me lembro, no seu rosto cheiinho, luzidio e arredondado, olhos muito azuis/esverdeados, sabedor e bondoso, era o capitão da viagem em causa (ano de 1948), no lugre Júlia IV.
Achei por bem consultar a sua ficha de inscrição no Grémio, existente no MMI, para me situar e aí, cheguei à conclusão que o seu verdadeiro nome era João Fernandes Parracho. Complicado, hein? Ílhavo tem coisas destas. Victorino vinha da madrinha Victorina…E descobrir? Não há dúvida, era ele.
O lugre, o Júlia IV, que comandava, construído por António Bolais Mónica na Figueira da Foz, em 1914, para a «Atlântica Companhia Portuguesa de Pesca», participou na campanha de 1915.
Naufragou, por incêndio, no Virgin Rocks, na campanha seguinte, a de 1949.
O Júlia IV
Doutros lugres que me foram familiares, o Autor fala – o Ana Maria do Capitão Joaquim Agonia, o Ana I do Capitão João Grilo, o Creoula do Capitão Francisco Paião, o José Alberto do Capitão José Vaz, o São Ruy do Capitão Aquiles Bilelo, o D. Dinis do Capitão Ferreira da Silva, o Milena do Capitão Tude Namorado, o Cruz de Malta do Capitão Ponche, o Lousado do Capitão Carlos de Castro, o Maria das Flores do Capitão Manuel Teles, o Maria Frederico do Capitão Vidal, o Paços de Brandão do Capitão João C. Pereira e outros…Faziam parte da mesma saga e viviam sobre as mesmas águas e sob o mesmo céu.
O Gaspar do Capitão João Firmeza, esse, lá ficará; naufraga, nesse ano, com água aberta.
Mais uma vez encaixa bem, de facto, aqui, a célebre frase de Anacarsis, filósofo grego do séc.VII a. C., que o próprio Autor também cita «Há três espécies de seres: os vivos, os mortos e os marinheiros».
Comprem o livro, leiam-no e divulguem-no, pois vale a pena!
Prometo que dentro em breve estará disponível, para venda, na loja do Museu.
Fotografia do Júlia IV de Arquivo.
Ficha do Grémio gentilmente cedida pelo MMI.
Ílhavo, 17 de Setembro de 2010
Ana Maria Lopes
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Creoula - 1973, através da objectiva de António São Marcos - 3
O Creoula saiu de Lisboa para mais uma viagem de treino de mar a 31 de Agosto último, desta vez, rumo a Ceuta.
Na sua actual missão, leva a bordo um grupo de jovens de ambos os sexos à descoberta do mar e do prazer que proporciona uma viagem neste veleiro.
Entretanto, saboreemos, virtualmente, a agrura de vida do mesmo, na última viagem à pesca do bacalhau, em 1973, em diversas situações acrobáticas de manobras de pano.
Manobras de pano, a bordo…
Acautelando o pano de proa.
Para içar a estênsula, alguns homens subiam a enxárcia para melhor fazerem força e não se molharem.
No pesqueiro, o pano era amarrado a «ficar», suspenso da carangueja.
Com vento fresco da popa, largava-se o pano redondo.
Em primeiro plano, à esquerda, o grande cadernal da escota. Pequenas reparações no pano faziam-se a bordo.
Na reparação do pano, uns trabalham e outros aprendem.
(Cont.)
Fotografias – Gentil cedência do Comandante António São Marcos
Costa Nova, 3 de Setembro de 2010
Ana Maria Lopes
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Creoula - 1973, através da objectiva de António São Marcos - 2
Hoje, é a vez da escala:
No Creoula, armavam-se cinco mesas de escala de cada bordo.O peixe escalado passava pelo escorredor antes de ir para o porão.
Cada mesa de escala tinha: troteiro, parte-cabeças e escalador.
Na escala, havia trabalho para todos.
Dóris içados, terminada a refeição, iniciam os pescadores, por equipas, as fases de preparação do bacalhau – trote, evisceração, decapitação, escala – nas quais cada um tem a sua função definida.
O troteiro trabalha junto ao topo do quete, donde tira o peixe. Munido de uma faca de lâmina direita, em forma de punhal, a faca de trote, dá-lhe um golpe transversal profundo na garganta seguido de um golpe vertical sobre o ventre até ao umbigo, terminando com dois ligeiros golpes no pescoço de forma à região céfalo-branquial ficar somente agarrada ao resto do corpo pela coluna vertebral e, assim, facilitar a evisceração e decapitação, colocando o peixe sobre a mesa.
O parte-cabeças, afastadas as paredes do abdómen, retira o fígado através do buraco da mesa de escala para um cesto; em seguida, arranca a partir do umbigo todas as vísceras até ao pescoço, separando com uma pancada, na quina da mesa, a cabeça do peixe que lhe fica segura na mão esquerda, atirando-a para o convés, a fim de se lhe aproveitar a cara ou a língua.
Com a mão direita, coloca o peixe ao alcance do escalador. Este homem não dispõe de qualquer instrumento auxiliar de corte.
O escalador vai dar ao bacalhau a forma espalmada que todos conhecem, que tem por fim aumentar-lhe a superfície ventral, permitindo que a salga se faça numa maior extensão e de uma forma mais uniforme. Depois de ter encostado o peixe a um barrote oblongo, com a faca de escala na mão direita, começa por dar um golpe pela parte superior desde o cachaço ao rabo, fazendo uma deslocação do bacalhau para a sua esquerda, enquanto prolonga o golpe. Em seguida, colocando o bacalhau com a região do umbigo sensivelmente no extremo direito da mesa, mas com a mão esquerda agora na espinha, dá-lhe um segundo golpe pela face interior da espinha, no sentido contrário, isto é, do umbigo ao cachaço, cortando, finalmente com um terceiro golpe, o vértice da espinha. É atirado para a selha, sobre a qual se apoia a mesa de escala.
Na selha, o peixe é lavado em água salgada aspirada do mar por uma bomba. Após a lavagem, o bacalhau é retirado pelos garfeiros e lançado num escorredouro.
Finalmente, depois de escorrido, é lançado através de mangueira de lona para o porão, onde sofre a última fase de preparação – a salga, não menos dura tarefa.
Algumas imagens fortes da escala revelam a rudeza do trabalho, em que todos os marítimos se ocupavam, em série, sem parar, até conduzirem o peixe à tal dita salga.
Fonte – Adaptação da Folha de sala A escala, escrita à época, 1992, para a Exposição FAINA MAIOR, Pesca do bacalhau à linha.
(Cont.)
Fotografias – Gentil cedência do Comandante António São Marcos
Costa Nova, 13 de Agosto de 2010
Ana Maria Lopes
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Creoula - 1973, através da objectiva de António São Marcos - 1
Nunca é demais recordar o navio de pesca do bacalhau à linha que o Creoula foi:
Dóris
O nome do navio era escrito nas alhetas dos dóris.
As pilhas de fora peavam para a borda.
As bancadas e os quetes dos dóris também eram lavados e arrumados, para servirem na campanha seguinte.
O dóri à borda, com o tripulante dentro, está pronto a arriar.
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Muito agradeço ao Sr. Capitão A. Marques da Silva (que comandou o Creoula nas campanhas de 1968 a 1972 e supervisionou a recuperação do navio e sua adaptação a UTM), o grande auxílio que me deu na identificação das fainas do mar e de alguns tripulantes seus conhecidos, captados pela objectiva do então Imediato António São Marcos, na última campanha do Creoula, em 1973, sob o comando do saudoso Capitão Francisco Marques.
(Cont.)
Fotografias – Gentil cedência do Comandante António São Marcos
Costa Nova, 6 de Agosto de 2010
Ana Maria Lopes
domingo, 1 de agosto de 2010
Santa Maria Manuela anima o paredão da Barra...
O Santa Maria Manuela saiu, hoje, pelas 16 horas do primeiro de Agosto, a barra do Porto de Aveiro, com destino a Inglaterra, para se mostrar ao mundo. Viagem «muito exigente, já que envolve a participação na North Sea Tall Ships Regatta e a presença no Sail Amsterdam (de 19 a 23), e no Sail Bremerhaven (de 25 a 29)».
Espera-se que venha a ser visitado por milhares de pessoas em Hartlepool, na Inglaterra, e, mais tarde em Ijmuiden, na Holanda, onde se aguarda nova afluência de visitantes.
A sua saída proporcionou-me uma agradável tarde de Agosto, de férias, soalheira e de suave brisa.
Tendo sabido, logo de manhã, pela notícia do Diário de Aveiro, «Santa Maria Manuela parte hoje para Inglaterra», pensei imediatamente aproveitar a oportunidade para ir de bicicleta até à Barra (ao domingo, com o trânsito, era o mais viável) para o ver e fotografar, tendo ainda sido acicatada, mais tarde, por telefonema de Aníbal Paião.
Além do espectáculo, o convívio também foi agradável, porque os mais «íntimos» do Manuela, amigos, familiares e armadores, lá se encontraram, com boa vontade, já que a notícia só circulou muito em cima da hora, devido à grande morosidade do seu processo de certificação.
Além do mais, o veleiro para fazer «jus» à sua qualidade de antigo lugre, saiu a barra, à vela, como poderão constatar pelas imagens. Aqui, foi a primeira vez.
Belo espectáculo!!!!!!!

O navio ia muito lindo – não se cansava de expressar o Capitão Marques da Silva, apreciador avalizado.
Em comunicação para familiar, explicava o Comandante do navio – não houve tempo para a mezena.
Apesar disso, proporcionou um notável espectáculo.
Mais uma vez, para quem não pôde ver, aqui fica o registo escrito e imagético.
Escoltado… por embarcações de recreio…
Terminada esta fase de treino, adiantou a Pascoal que o navio começará a realizar viagens temáticas «de participação activa e de cariz comercial» (o chamado turismo de vocação marítima).
Ultrapassada a Meia-Laranja…
…dirige-se a Inglaterra.Ler mais no Diário de Aveiro de 2. 8. 2010.
Fotografias – Ana Maria Lopes
Costa Nova, 1 de Agosto de 2010
Ana Maria Lopes
quinta-feira, 29 de julho de 2010
A Faina do Creoula em 1973, através da objectiva de António São Marcos
Para poder saborear os prazeres da Costa Nova, durante o mês de Agosto, sem despender muito tempo nas pesquisas do Marintimidades, resolvi lançar mão de umas famosas e belíssimas fotos amavelmente cedidas pelo Comandante António São Marcos, em que pôs à prova a sua paixão por este género artístico, durante o regresso da última campanha do bacalhau do navio Creoula (1973).
Foram muito utilizadas na ilustração de diversas publicações e estiveram também na base de uma impressão de seis selos que os CTT editaram, em 24 de Junho de 2000, sobre A Faina Maior – a pesca do bacalhau.
Com tantas cedências, empréstimos e mudanças de «mãos», as imagens não tiveram grande destino e acabaram por se extraviar, primeiro, as películas e, mais tarde, as próprias fotos.
Quando me haviam passado pelas mãos, dada já a inexistência de negativos, encarreguei-me de lhes mandar fazer umas reproduções, em que perderam alguma qualidade, mas que são o que delas resta.
Demasiado contrastadas, com ausência de cinzentos, não estão tão boas como eram os originais, pois os meios de que dispúnhamos, à época (1991), não eram os de agora.
As minhas desculpas, pois, ao Autor e leitores, mas, mesmo assim, creio que irão ser bastante apreciadas pelos apaixonados por esta «rude e cruel aventura», que atrai muitos admiradores.
E, de post em post, ir-se-ão sucedendo, organizadas por temas.
Espero não ter dado por mal gasto o tempo despendido na sua organização e identificação.
O Creoula fotografado de bordo de uma baleeira.
(Cont.)
Fotografias – Gentil cedência do Comandante António São Marcos
Costa Nova, 29 de Julho de 2010
Ana Maria Lopes
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Porto de St. Jonh's em 1958
Pessoa amiga, que viveu a situação, deu-me a conhecer esta imagem, que vai fazendo história (actualmente, tudo também faz história, é moda…). Ei-la, a frota portuguesa, a famosa White Fleet, recolhida no porto de St. Jonh’s, em Outubro de 1958 (vão lá 52 anos), do ciclone Helena (identificado sempre por nome feminino, cuidado)!

Não desaproveito, pois, a oportunidade de a divulgar…
Ílhavo, 16 de Julho de 2010
Ana Maria Lopes
domingo, 27 de junho de 2010
Amigos do Museu visitam o Santa Maria Manuela
Ontem, lá foi a visita dos Amigos do Museu ao mui nobre lugre Santa Maria Manuela. Pretendia-se uma visita informal, mas organizada e esclarecedora, sobretudo, para quem, pela primeira vez visitava o navio. E julgo que assim foi.
Boas-vindas a bordo…
Depois das boas-vindas de Aníbal Paião aos visitantes, estes foram divididos em pequenos grupos, acompanhados por cada um dos oficiais. À medida que a visita se desenrolava, fomos ouvindo os pormenores e as valências de cada um dos espaços: de uma simplicidade luxuosa e confortável, com um equipamento do mais moderno e sofisticado, com bom gosto e funcionalidade.
Assistência interessada…
O convés, praticamente, fiel reprodução do navio genuíno, construído em 1937, nos estaleiros da CUF., em Lisboa, está notável.
Tem 73 anos de história, o velho lugre. Presente esteve um dos seus capitães mais emblemáticos, nos anos de 1966 a 1969, o Amigo Vitorino Ramalheira, imortalizado no admirável documentário The White Ship, realizado por Hector Lemieux, na campanha de 1966.
Depois de visitarmos o salão dos oficiais, com a mesa original e cadeiras também reproduzidas através de uma igualmente original, seguimos para os diversos tipos de camarotes (do Comandante, de duas pessoas, de quatro e de seis, com casas de banho privativas), com adereços de cama e atoalhados sóbrios e personalizados.
Curiosidade: Falta ainda no salão dos oficiais a fotografia da Senhora D. Maria Maria Manuela, tradição à época, esposa do armador, Sr. Vasco d’Orey, de Viana do Castelo, santa Senhora, que a família fará todo o gosto em oferecer. Fica assim esclarecido o nome de SMM e da existência ou não de uma Santa Maria Manuela, que não era conhecida.
Seguiu-se a exploração da moderna casa das máquinas, bem como da zona polivalente, onde descansámos um pouco, ouvindo pormenores do investimento, da reconstrução, da construção original, das teimosias, ajudas e dedicação da geração dos «velhos» capitães, Vitorino Ramalheira, Marques da Silva e Francisco Paião.
A zona nobre do navio…
Num discurso dinâmico, entusiasta e com visão de futuro, como sempre, Aníbal Paião, deu-nos conta das perspectivas que tem para esta unidade para cerca de meia centena de passageiros, que servirá diversos fins, desde o cultural (promovendo viagens de lazer e turismo), ao educacional (permitindo a aprendizagem náutica), e o científico.
Apesar de receoso, esperançado e desafiador.
Foi merecidamente destacado o empenhamento do Comandante António São Marcos, que, com a sua paixão e saber, se dedicou plenamente a esta causa.
Para já, está prevista a apresentação internacional do navio, com a presença na Regata da STI 2010, na segunda quinzena do mês de Agosto, em Amsterdão.
Do êxito da exploração do navio, dependerá a reconstrução do Argus, que, por enquanto, inveja a sorte do seu companheiro já recuperado.
Em segundo plano, o Polynésia, ex-Argus
Ventos favoráveis e boas marés para a Pascoal, para o Santa Maria Manuela e para o Argus.
Fotografias – Paulo Godinho e J. Reinaldo
Ílhavo, 27 de Junho de 2010
Ana Maria Lopes
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