Às vezes, juro a mim própria, que não me "meto em bacalhoeiros" mais antigos, de que não há grandes dados, porque deparo com muitas dificuldades e começo a perder a paciência por pretender saber acontecimentos a que já não consigo chegar.
Mas, ao rever as minhas imagens, mais uma vez estaquei no iate Cysne, que não é uma foto ideal, mas que é bonita. E o nome, extremamente sugestivo.
Estava, há anos, a embelezar a parede do Salão dos Oficiais do actual Creoula, onde eu ia com muita frequência. Tanto a namorei que, na altura, o Amigo Tenente Gonçalves, a desmontou e ma emprestou para a reproduzir.
Assim a obtive, embora ela agora se encontre com facilidade, dada a quantidade de imagens que os meios informáticos nos disponibilizam.
O iate Cysne, de madeira, lançado à água a 2 de Julho de 1920, foi construído por António Bolais Mónica na Murraceira, Figueira da Foz, para o armador Junceiro, Mónica & Cª, a quem pertenceu de 1920 a 1923. Entre 1924 e 1934, pertenceu à Sociedade de Pescarias Amizade Lda., passando a Junceiro & Mesquita, Lda., de 1935 a 1937, todos da Figueira da Foz.
Mas, ao rever as minhas imagens, mais uma vez estaquei no iate Cysne, que não é uma foto ideal, mas que é bonita. E o nome, extremamente sugestivo.
Estava, há anos, a embelezar a parede do Salão dos Oficiais do actual Creoula, onde eu ia com muita frequência. Tanto a namorei que, na altura, o Amigo Tenente Gonçalves, a desmontou e ma emprestou para a reproduzir.
Assim a obtive, embora ela agora se encontre com facilidade, dada a quantidade de imagens que os meios informáticos nos disponibilizam.
O iate Cysne, de madeira, lançado à água a 2 de Julho de 1920, foi construído por António Bolais Mónica na Murraceira, Figueira da Foz, para o armador Junceiro, Mónica & Cª, a quem pertenceu de 1920 a 1923. Entre 1924 e 1934, pertenceu à Sociedade de Pescarias Amizade Lda., passando a Junceiro & Mesquita, Lda., de 1935 a 1937, todos da Figueira da Foz.
O iate CysneFoi -sofrendo -umas -ligeiras -alterações --nas- suas -características -principais, medindo mais ou menos 30 metros de comprimento, cerca de 7,50 m. de boca e 3 m. de pontal. Com uma tonelagem bruta de 125 toneladas, nunca teve motor auxiliar e, em 1935, passou a chamar-se Cisne.Utilizado no serviço comercial de 1920 a 24, fez campanhas ao bacalhau de 1925 a 27, de 1930 a 34 e, depois, em 1936, alternando, em 1928, 29 e 35, com a reutilização no sector comercial.
Que se saiba, foram seus capitães João Francisco Bichão (1925), António Thomé Rosa Bichão (1926) e João de Deus (1927).
Tinha conhecimento de que se havia perdido no porto de Leixões, devido a temporal, em 27.01.1937, mas supunha não ter acesso a mais dados.
Eis senão quando uma foto-surpresa -me vem enriquecer o material já recolhido, onde se vê o Cisne, em segundo plano e o iate Harmonia Ligeiro, já a ser devorado pelo mar, em primeiro.
O iate Cisne, em segundo plano – 1937
Temporal, esse, que assolou todo o litoral.
Foi o fim do Cisne. Não mais vogou sobre as águas.
Fotografias – Arquivo pessoal da autora e cedência de Reimar (acidente em Leixões).
Ílhavo, 2 de Julho de 2009
Ana Maria Lopes
