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segunda-feira, 25 de maio de 2009

A Marinha atrai milhares à Barra



A Barra de Aveiro desde há muito nos vem habituando a espectáculos altamente concorridos e comoventes.

A barca Sagres aproxima-se…


Folheando as páginas do tempo, os mais fortes e emocionantes de que me recordo foram as alvoroçadas chegadas e as amarguradas partidas dos lugres bacalhoeiros, para a sua difícil e dura missão.

Mas, na senda da história bem recente, que convém não esquecer, outros episódios, recriados, fizeram com que acudissem milhares de espectadores ao molhe da Meia-Laranja: a saída e entrada do lugre Creoula, que, no Verão de 1998, pretendeu homenagear os grandes heróis da Faina Maior, em viagem organizada, com a mesma rota até St. John’s, tal e qual nos seus velhos tempos de lugre bacalhoeiro.

Além deste, são de relembrar o Desfile das Unidades Navais no encerramento das Comemorações do Dia da Marinha em Ílhavo (2003) e o desfile final da Regata dos Grandes Veleiros que constaram da Tall Ships (23.9.2008), a que assisti, por um fiozinho, devido ao atraso provocado por um cerrado nevoeiro que teimara em irritar a assistência e me permitir chegar a tempo, de Lisboa, para observar o memorável espectáculo.

Noutra dimensão, mas também atracção para os amantes de navios, foram a saída da Gafanha para Marin do lugre Santa Maria Manuela (29.12.2008), onde está a ser concluído e o “regresso” (6.4.2009) à Gafanha da Nazaré do Polynesia II, histórico lugre ex-Argus (1939-1970), com vista à realização de viagens de turismo marítimo-cultural, após restauro.

E ontem foi o encerramento das Comemorações do Dia da Marinha em Aveiro (2009), com toda a pompa e circunstância que a Marinha envolve.

O brilhante e entusiasmante concerto da Banda da Armada, no sábado, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, com cerca de 100 instrumentistas, sob a batuta do maestro Capitão-de-fragata Carlos da Silva Ribeiro, no final, com o som penetrante e marcante do Funiculì, Funiculà de L. Denza, animou e entusiasmou uma sala, que aplaudia, de pé, na ânsia dos encore. Conseguiu que fosse tocado um exuberante arranjo, hino ao mar e à liberdade, de um cantar de Zeca Afonso, autor aveirense, nascido a 2 de Agosto de 1929. E a Marcha dos Marinheiros não podia faltar, bem como o entusiasmo redobrado da assistência, que, com palmas, a acompanhou, de pé. Fazem-nos falta espectáculos destes, que exaltam os valores fraternos e patrióticos, ultimamente tão arredios e fugazes.

Motivadíssima desde sábado por este admirável e magnífico concerto, sabia, de antemão, que não podia, por razões familiares, assistir ao Desfile Naval.
Mas, ao descobrir notícias, blogs e ao ouvir relatos de alguns amigos, não queria deixar de imaginar o que se teria passado na Barra, na minha ausência.

O dia incerto, por vezes, ameaçador, acabou por proporcionar uma tarde agradável e amena.

A Barra foi pequena para acolher os espectadores/ visitantes, que se estendiam, às camadas, ao longo do paredão, até ao Forte, incluindo outros que se acomodaram em rochas e se instalaram nos molhes, sobretudo, no molhe sul.
Na Meia-Laranja, instalaram-se todas as individualidades: o Almirante CEMA., o Ministro da Defesa, os Presidentes das Autarquias, o Governador Civil e muitas outras.

Foi aprazível e esclarecedor o espectáculo com os botes anfíbios, helicópteros, fuzileiros e zebros, um desembarque na praia, largadas de mergulhadores-sapadores dos helicópteros para o mar, recuperação de tropas dentro de água e socorros a náufragos.


Mas, eis que o desfile das onze embarcações começa, com o Navio-escola Sagres a encerrá-lo, com a majestade a que já nos habituou, nas suas 23 velas arvoradas, mas não prenhes, já que o vento não ajudou.
Além da missão relacionada com a instrução de cadetes, o navio funciona também como embaixada itinerante de Portugal, na representação da marinha e do país.
A figura, em talha dourada, do Infante D. Henrique, como carranca, e a Cruz de Cristo, vermelha, de hastes simétricas, vazada ao centro, postada nas principais velas do traquete e do mastro grande, são os seus símbolos inconfundíveis.

À passagem pelo farolim da Meia-Laranja, onde estavam todas as individualidades, a Sagres fez uma bonita manobra de pano e aproou à Meia-Laranja, cumprimentando S. Ex.ª o Almirante CEMA. Foi um delírio, pois com essa manobra, o navio aproximou-se consideravelmente do molhe, como nenhum outro tinha feito.
Foi-se afastando da multidão, no rumo certo, seguida por algumas pequenas embarcações! Volta Sagres! Ílhavo e Aveiro receber-te-ão sempre com nobreza e de braços abertos.


A barca Sagres vai-se afastando…



Ler, no Diário de Aveiro de 24 de Maio de 2009, a notícia Aveiro: Desfile de despedida promete espectáculo único no Dia da Marinha e outras relacionadas.

Fotografias – Gentil cedência do Professor Fernando Martins

Ílhavo, 25 de Maio de 2009

Ana Maria Lopes

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Navio - Escola Sagres chega a Aveiro

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Comemorei o "meu" Dia da Marinha, em Aveiro, com uma visita circunstanciada ao notável Navio -escola Sagres.
Aproveitem os próximos três dias também para o visitar, entre outras unidades navais.
Nunca é demais apreciar tão belo navio da República Portuguesa.


Bandeiras ao vento...

O sino da Sagres

Sugestiva carranca representando o Infante D. Henrique


A PÁTRIA HONRAE QUE A PÁTRIA VOS CONTEMPLA


Acostada ao cais


Fotografias - Arquivo pessoal da autora
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Ílhavo, 20 de Maio de 2009
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Ana Maria Lopes
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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Dia da Marinha em Aveiro - 2009



O Dia da Marinha, depois de ter sido comemorado, de entre outros locais, em Ílhavo, em 2003, e no Funchal, em 2008, volta a Aveiro, em 2009, após 18 anos (1991).
Poderá ser consultado o Programa, em post já editado.
Está aberta ao público, no aprazível edifício da Antiga Capitania de Aveiro, debruçado sobre a Ria, uma Exposição de Actividades da Marinha (Operacionais, científicas, culturais e simulador de navegação).
Gostei especialmente de apreciar um modelo à escala do lugre com motor Creoula, uma maquette igualmente à escala (1/25) do Farol de Aveiro, um quadro gigantesco de perto de duzentos exemplos de exímios trabalhos de marinharia, mostra das últimas publicações das Edições Culturais de Marinha, documentação antiga relativa a episódios lagunares e pesca do bacalhau e fotografias. Toda a encenação é apelativa e realçada pelos tradicionais têxteis azuis-marinhos, bordados, em arte aplicada, com âncoras, e pelos brilhantes e insinuantes latões, polidos com o maior zelo, de complexos instrumentos náuticos.

Para além desta exposição e de outra similar, nos Paços do Concelho, têm lugar actividades radicais, diversas actividades náuticas e desportivas, no Rossio, baptismos de mar, a bordo de duas lanchas, no Porto de Aveiro, Ílhavo.
Os momentos altos dos festejos ocorrem no dia 24: Cerimónia Militar, pelas 11 horas, no Cais da Fonte Nova, junto ao Centro de Congressos de Aveiro; Demonstração Naval, pelas 15 h., na Praia da Barra e Desfile Naval, pelas 15,30 h, no Canal da Barra, frente ao “nosso” Farol.

Destacam-se as presenças do Navio-escola Sagres, do submarino Barracuda e das Fragatas Bartolomeu Dias e Álvares Cabral. Lamentamos a ausência do Creoula, a que já nos habituámos.

A visita às unidades navais, disponíveis dos dias 20 a 23, no Porto de Aveiro, também constitui sempre um ponto de grande atracção. Para “aguçar o dente” para as visitas, divulgo imagens recentes das embarcações.

EMBARQUEMOS, pois, NESTE EVENTO!

NRP Sagres

Submarino Barracuda

Fragata Bartolomeu Dias


Fragata Álvares Cabral


…e outras unidades navais …

Fotografias – Gentil cedência de Luís Miguel Correia

Ílhavo, 18 de Maio de 2009

Ana Maria Lopes

sábado, 9 de maio de 2009

Dia da Marinha de 16 a 24 de Maio de 2009

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Programa


Este ano, as comemorações principais do Dia da Marinha vão decorrer em Aveiro, associando-se, assim, a Marinha às celebrações dos 250 Anos de Elevação a Cidade e dos 1050 Anos da primeira referência escrita à mesma.
Programe bem, atempadamente, os seus dias, de modo a poder usufruir, ao máximo, dos tão diversificados festejos.

Fonte – Revista da Armada de Maio de 2009

Ílhavo, 9 de Maio de 2009

Ana Maria Lopes
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