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quinta-feira, 6 de maio de 2010

I Congresso Nacional da Cultura Avieira


Hoje, pelas 21 horas e 30 m, no Teatro Sá da Bandeira de Santarém, exibe-se o documentário «Memórias de um Rio – Avieiros, os Nómadas do Tejo», numa realização de Francisco Manso, integrado no programa social do I Congresso Nacional da Cultura Avieira.



Nos dias 7, 8, e 9 deste mês de Maio, entre Santarém, Salvaterra de Magos e a aldeia típica de Escaroupim, decorrerá o próprio Congresso, pleno de intervenções com interesse. Lá contamos estar para falar, ouvir, conviver, conhecer e aprender. E uma «ílhava», entre os avieiros, não destoará nada, antes pelo contrário, segundo os testemunhos que nos vão chegando. Será que onde há uma bateira, houve um «ílhavo»?


Quem quiser ter um conhecimento detalhado do programa de trabalhos do congresso, poderá consultá-lo aqui.
Traremos testemunhos, se for caso disso, assim o espero!

Ílhavo, 6 de Maio de 2010

Ana Maria Lopes
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Bateira do Tejo de Marques da Silva



Na continuação da nossa “parceria”, mais um belíssimo e delicado trabalho do Capitão Marques da Silva.
Sempre que faz uma curta estadia na Gafanha da Nazaré, traz uma novidade, com texto e todos os aprestos. Fico encarregada da reportagem, depois de uma troca de impressões, sempre enriquecedora.

A bateira do Tejo, que, como sabemos, é uma filha das bateiras da Ria de Aveiro, levada para sul pelos pescadores ílhavos e varinos, por lá se tem conservado. Continuando a ser construída nos mesmos moldes, pouco alterou a sua forma original, muito bem adaptada pelos avieiros, que a aplicam na pesca do rio, com a arte de emalhar (tresmalho) e os galrichos, para as enguias.

Aspecto geral


Em certas épocas do ano, por necessidade de pesca, usam a bateira como casa. Arrumam as suas roupas na proa, onde se abrigam com o auxílio do tolde, esticado pelas varas e suportado por um arco de vime que fixa nas sarretas.

Como encontrei no Museu de Marinha um bom plano (vélico e de formas), resolvi fazer um modelo desta linda embarcação que representa fielmente a bateira do Tejo, de nome MARIA JOSÉ e matrícula L1431F, de cor azul.

Pormenor da proa


Pormenor da ré


Construi-o em madeira de choupo e tola e para o cavername e bancadas, usei a madeira de limoeiro.
Tem remos e vertedouro em madeira de tola, vela e toldo, em tecido de algodão.
Apliquei a escala de 1/25.
Plano de arranjo geral de José Pecegueiro Gonçalves, 1922; plano vélico de Luís Marques, 1989, ambos à escala de 1/25.

Características da bateira Maria José:
Comprimento – 8.00 metros
Boca – 1.65 m.
Pontal – 0,50 m.


António Marques da Silva

Mais uma para a colecção de bateiras, a que o hábil Amigo Marques da Silva se vem dedicando ultimamente. E não será a última.
Pensa fazer uma, bem da nossa Ria, que me “fala” especialmente. Aguardemos.

Fotografias – Arquivo pessoal da autora

Ílhavo, 2 de Outubro de 2009

Ana Maria Lopes